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Kiev e separatistas pró-Rússia trocam prisioneiros

França, Alemanha e Rússia celebraram a conclusão do intercâmbio de 200 prisioneiros entre separatistas pró-Rússia no Leste da Ucrânia e o Governo ucraniano, neste domingo, 29. Este é um passo importante na busca do cessar-fogo no único conflito armado activo na Europa.
As autoridades ucranianas e os separatistas pró-Rússia do Leste da Ucrânia trocaram, domingo, 200 prisioneiros, entre eles, um brasileiro que lutou com os separatistas, segundo a Agência de Notícias russa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã Angela Merkel disseram, em Comunicado-Conjunto, que a troca de prisioneiros era conforme ao engajamento tomado em 9 de Dezembro, durante o encontro dos presidentes ucraniano, Volodimir Zelenski, e o russo, Vladimir Putin, em Paris (Capital da França).
Na reunião, os líderes se comprometeram – segundo o Comunicado -, a facilitar a libertação e a troca de pessoas presas durante o conflito entre separatistas pró-russos e o Governo ucraniano, até o fim deste ano. Segundo as decisões tomadas em Paris, o intercâmbio deve ser acompanhado de um cessar-fogo total.
Logo após o fim da libertação dos prisioneiros, o Kremlin divulgou que que o Presidente russo e a chanceler alemã conversaram por telefone e consideraram positiva a conclusão do intercâmbio.
A Presidência ucraniana indicou que “as libertações recíprocas” tinham terminado, precisando que 76 pessoas regressavam ao País.
Os separatistas pró-russos, das auto-proclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, disseram a agências de Imprensa russas que receberam, respectivamente, 61 e 63 prisioneiros.
A Embaixada dos Estados Unidos da América na Ucrânia deu as boas-vindas ao intercâmbio no seu “Twitter” oficial, enquanto o dirigente dos separatistas de Lugansk, Leonid Passechnik, celebrou uma nova vitória em suas redes sociais.
Em Setembro, Kiev e Moscovo intercambiaram 70 presos, entre eles, o cineasta ucraniano Oleg Sentsov. Os separatistas também retrocederam em alguns pontos da linha-da-frente. Outras retiradas deste tipo devem se repetir antes do fim de Março.
A guerra no Leste da Ucrânia já causou mais de 13 mil mortes, desde que começou em 2014, algumas semanas após a Rússia anexar a península da Crimeia.
 
Com: RFI

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