Para o Primeiro-Ministro britânico – PM -, Boris Johnson, a probabilidade de se chegar ao fim do ano sem Acordo Comercial com a Unmião Europeia – UE – é muito grande, mas “isso não é, necessariamente, mau”.
Boris Johnson admite que é muito provável que o Reino Unido e a União Europeia não cheguem a um Acordo para uma Parceria Comercial pós-Brexit, mas insistiu – segundo dá conta pt.euronews.com – na ideia de que isso não é essencial e uma solução que não passe por um consenso pode, igualmente, ser boa para o País.
Numa visita a uma Fábrica no Nordeste de Inglaterra, Johnson comentou o encontro que manteve com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
“Estou à espera de uma grande oferta, uma grande mudança naquilo que dizem e ainda não vi nada disso. Infelizmente, neste momento, como sabem, há dois pontos-chave nos quais não conseguimos progredir. Um deles é esta cláusula fechada que deixa o Reino Unido preso ao que quer que a UE queira fazer em termos de Legislação, o que, obviamente, não funciona. O outro é a questão das Pescas, porque precisamos de recuperar o controlo das nossas águas”, sustentou o Chefe do Governo britânico.
A Irlanda, um País directamente afectado pelas consequências do Brexit, lamenta, na voz do Chefe da Diplomacia, lamenta o impasse.
“A ideia de o Reino Unido e a União Europeia não conseguirem criar uma nova parceria, positiva e construtiva, no contexto deste novo relacionamento, seria uma grande oportunidade perdida e ambos os lados ficariam, como resultado, mais fracos”, realçou Simon Coveney.
Domingo, 13, é a nova meta para que os dois lados cheguem a um consenso.
O Reino Unido deixou, oficialmente, a União Europeia em Fevereiro passado. Se, até ao final do Ano, não houver um Acordo aprovado pelo Parlamento britânico e pelos vários Estados da UE, as relações comerciais entre os dois blocos passam a ser regidas pelas regras da Organização Mundial do Comércio, o que significa o regresso das taxas aduaneiras.
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