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Sociedade

Icieg pede às autoridades inclusão das mulheres na retoma económica

O Instituto Cabo-Verdiano para a Igualdade e Equidade de Género, na linha das Nações Unidas, apela às autoridades nacionais que tenham em conta questões de género na retoma económica, apelando, de certa forma, a uma discriminação positiva das mulheres.

As mulheres são as mais afetadas economicamente pelos efeitos da Covid-19, isto segundo o INPS. Dados do relatório da instituição comprovam que 1.096 mulheres beneficiaram de subsídio de desemprego, contra 851 homens no período de abril a  dezembro de 2020.

Os dados não são novidade para o ICIEG, já que segundo a instituição, em Cabo Verde as mulheres dão a “cara à pobreza”, sendo que a maioria está no setor informal e em áreas com “alta taxa de vulnerabilidade”.

Ciente dessa realidade, Rosana Almeida, presidente do Icieg, diz que a instituição tem estado em “permanente articulação” com as autoridades nacionais no sentido de  alertar para uma resposta à Covid-19 que leve em conta as questões de género.

Inclusão no sector turístico

A articulação acontece também com o Ministério do Turismo, onde se traçou um plano de ação para evitar a exclusão da mulher na retoma turística.

“Estamos a transversalizar a igualdade de género no turismo, já temos um plano de ação feito com um especialista da ONU Mulheres e que vai nos ajudar a trabalhar, juntamente com o Ministério do Turismo, para que a retoma seja feita sem deixar as mulheres de lado porque o setor turístico emprega um número considerável de mulheres”, avança Rosana Almeida ao A Nação.

Nesta linha de incluir as mulheres na retoma económica, o ICIEG tem também apelado às entidades competentes para a diminuição de impostos para as mulheres vulneráveis, com dificuldades de renda, isenção de taxa de inscrição no INPS para mães solteiras, mulheres do setor informal e empregadas domésticas.

Rosana Almeida garante que o instituto tem trabalhado, “em silencio”, para empoderar as mulheres sem esquecer dos homens.

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