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Sociedade

Psicólogo defende alteração da forma como se recrutam militares em Cabo Verde

O psicólogo, Jacob Vicente, defendeu uma mudança na forma como se recrutam os militares no país, alegando estar ultrapassado, pelo que recomenda complementos com testes psicológicos e psicotécnicos.

Esta declaração de Jacob Vicente veio na sequência dos recentes acontecimentos nas Forças Armadas de Cabo Verde, divulgados nas redes socais. Esta fonte, que falava à Inforpress, sugeriu que no recrutamento dos jovens devem ser introduzidos outras avaliações para se delinear o perfil do candidato antes da sua incorporação.

“Este é um caso que, antes de tudo, nos leva a avaliar o individuo para saber quem é, donde vem, qual o seu tipo de personalidade, estrutura de vida social e familiar para que possamos chegar a uma conclusão sobre a acção”, disse o psicólogo que considera o caso complexo, sob a qual não se deve fazer uma avaliação de momento, mas só depois de se avaliar e estudar o que esta por detrás do acto.

Neste caso, preferiu fazer uma análise de ponto de vista criminal em que afirma ter havido vários tipos de crimes, segundo a imagem divulgada, e pelo facto de o acto ter acontecido num espaço das Forças Armadas onde não era previsto que coisas desta natureza acontecessem.

“Por outro lado, houve uma conduta extremamente inapropriado que põe em causa, não só a capacidade de disciplina das FA, como o que poderá estar por detrás do acto, ou seja, o que motiva jovens a terem esse tipo de comportamentos”, disse.

Jacob Vicente vai mais longe ainda ao chamar a atenção das pessoas sobre a situação explicando que também na vida militar, como nas universidades, existem praxes em que os novatos recebem boas vindas e passam por situações difíceis.

Mesmo assim diz que é preciso saber-se qual foi a situação para depois se julgar a brutalidade da acção.

“Como cidadão não podemos cair na tentação de pensar que as Foças Armadas não colaboram e que vão esconder situações destas. Aliás a instituição militar já falou e prometeu que vai haver penalizações”, prossegue, sublinhando que ninguém deve pensar que se tatra de acções que acontecem sempre e nem generalizar o acontecido.

Apesar disso, Jacob Vicente é de opinião que falta disciplina e uma maior interacção entre as FA e a sociedade civil no sentido de essas passarem a mostrar, com maior regularidade, o trabalho que realizam.

Recorde-se que no dia 18 foram publicados nas redes sociais vídeos com abusos de teor sexual, envolvendo militares, que causaram ondas de indignação e levantaram questões sobre os alegados abusos que os soldados sofrem nas mãos dos colegas nas Forças Armadas de Cabo Verde.

c/ Inforpress

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