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Myanmar: Aung San Suu Kyi comparece em Tribunal

A líder deposta de Myanmar (antiga Birmânia), Aung San Suu Kyi, acusada de vários crimes pela Junta Militar, compareceu, nesta segunda-feira, 24, pessoalmente,  em Tribunal,  pela primeira vez, desde o Golpe de Estado de 1 de Fevereiro.

Pouco antes da audiência – relata o sítio na Internet, jn.pt -, realizada em Naypyidaw, Aung San Suu Kyi – em prisão domiciliária desde o Golpe de Estado de 1 de Fevereiro – “desejou que o seu povo continue de boa saúde” e “afirmou que a LND (Liga Nacional para a Democracia) existirá enquanto existir o Povo, porque foi fundada pelo o Povo”.

A ex-Chefe, de facto do Governo Civil em Myanmar, que, até agora, só tinha estado presente em Tribunal por vídeo-conferência, teve permissão para falar, directamente, com a sua equipa de defesa.

“Encontrámo-nos por 30 minutos”, revela o advogado Min Min Soe, acrescentando que “Aung San Suu Kyi parecia saudável e totalmente confiante”.

A Junta Militar ameaça dissolver o LND, que venceu as Eleições Legislativas de 2020, alegando fraude eleitoral durante esta Pleito.

Aung San Suu Kyi, vencedora do Prémio Nobel da Paz de 1991, devido à sua longa luta contra regimes militares anteriores em Myanmar, é uma das mais de quatro mil pessoas detidas desde o Golpe de 1 de Fevereiro.

A ex-líder enfrenta várias acusações, que vão desde a posse ilegal de “walkie-talkies” à violação de uma Lei de Segredos de Estado, da Era Colonial.

Se for considerada culpada, Suu Kyi pode ser banida da Política e, até mesmo, condenada a vários anos de prisão.

Com a realização de manifestações de protesto contra a Junta Militar e a Economia parcialmente paralisada, devido às greves naquele País asiático, Myanmar está em convulsão desde o Golpe Militar.

A repressão destas manifestações pelas Forças de Segurança já causaram a morte, nos últimos meses, a, pelo menos, 818 civis, incluindo mulheres e crianças, segundo a Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP).

Dezenas de milhares de civis também foram deslocados como resultado de confrontos entre o Exército e as Milícias Étnicas, que são numerosas no País.

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