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Mali: Reino Unido e Alemanha pedem libertação imediata do presidente e do primeiro-ministro

O Reino Unido e a Alemanha exigem a libertação imediata do presidente de transição e do primeiro-ministro do Mali e pedem o reinício do processo de transição.

“O Reino Unido condena a prisão do Presidente, do primeiro-ministro e de outros membros do Governo no Mali. Pedimos a libertação imediata, segura e incondicional de todos os detidos”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, numa declaração citada pela agência France-Presse (AFP).

A diplomacia de Londres disse estar “muito preocupada” que os “acontecimentos recentes possam minar os esforços em curso para restaurar a ordem [constitucional] de uma forma atempada”.

Através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Berlim condenou “veementemente” o sequestro dos dois governantes e pediu, também, a sua libertação imediata.

“Condenamos veementemente estes atos e esperamos a libertação imediata de Ndaw e Ouané”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas.

Durante a tarde, França, através do Presidente Emmanuel Macron, condenou o “golpe de Estado inaceitável” e mostrou-se disponível para a aplicação de sanções, tendo o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, anunciado que Paris convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Após várias horas de expectativa desde a detenção de Ndaw e Ouané, o comunicado do vice-presidente Goita explica que as razões desta ação resultam de uma “crise de muitos meses a nível nacional”, em referência às greves e várias manifestações convocadas no país por atores sociais e políticos.

A detenção de Ndaw e Ouané ocorreu horas após o anúncio da composição de um novo governo formado pelo primeiro-ministro, o que, segundo várias fontes, causou desconforto entre os líderes do golpe militar pela exclusão de dois comandantes militares.

Assimi Goita indicou também que “o processo de transição seguirá o seu curso normal e que as eleições planeadas se realizarão durante 2022“. O coronel Goita, chefe dos militares que derrubaram o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita a 18 de agosto de 2020, culpou o Presidente Bah Ndaw e o primeiro-ministro Moctar Ouane pela formação de um novo governo sem o consultar previamente, apesar de ser o responsável pela Defesa e Segurança, áreas cruciais no país.

“Tal movimento demonstra um claro desejo por parte do Presidente e do primeiro-ministro transitórios de violar a carta transitória (…), com uma clara intenção de sabotar a transição”, disse.

A carta, redigida em grande parte pelos coronéis, é um texto de referência da transição que supostamente irá trazer os civis de volta ao poder. O coronel Goita disse que, neste contexto, foi “obrigado a agir” e a destituir das “suas prerrogativas” o Presidente, o primeiro-ministro e todos os envolvidos nesta situação.

c/ Notícias ao Minuto

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