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Desporto

“O atletismo para mim é um vício bom” – Aldina Simão

Não se considera uma atleta profissional, mas o atletismo faz parte do seu dia a dia, é uma peça fundamental para a sua saúde e bem-estar. Aldina Simão, natural da Ribeira Grande, Santo Antão, coleciona vários títulos em competições, em pelo menos três ilhas. Conheça esta atleta de corpo e mente sã.

Com 32 anos, Aldina é formada em Gestão de Empresas. O atletismo é um “vício bom”, segundo nos conta, e uma forma de descarregar o stresse após um dia normal de trabalho.

“Desporto para mim significa saúde. Comecei a correr num momento em que estava com um problema de saúde e a partir daí muita coisa mudou na minha vida”, explica.

Começou a correr em 2016, e desde 2017 participa em todas as competições realizadas em São Vicente e algumas também em outras ilhas.

Do seu leque de participações consta a tradicional corrida de São Silvestre em São Vicente (4ºlugar em 2019 e 6º em 2021), corrida das Forças Armadas 2019 (1ºlugar), Lazareto Games 2018 (4º lugar), Morna Jazz 2019 (2º classificado), Rota do Festival da Baía das Gatas 2019 (2º lugar), entre outros.

Para além das competições em Mindelo, Aldina também participou da meia maratona da Sports Mídia e Odjo D´água, na ilha do Sal.

A sua última competição foi na ilha de Santo Antão, no âmbito do Cabo Verde Triangle Trail, tendo ficado em 3º lugar na segunda etapa no Paul.

“Até um ano atrás eu treinava mais a sério, tinha um plano de treino que seguia à risca e um treinador. Mas, com a pandemia, tudo mudou. Antes eu treinava de segunda a sábado, agora continuo a correr porque é algo que está no meu sangue e não consigo ficar sem, mas a corrida para mim é um hobby”, sustenta.

Independentemente de ser profissional, ou não, o atletismo se tornou um estilo de vida para Aldina. “Faz parte de mim”, reforça.

Atletas precisam de melhores condições

Aldina considera, ainda assim, que o atletismo e os seus atletas carecem de maior valorização.

“Correm porque gostam, não porque existem condições para a prática”, crítica, apontando a falta principalmente de uma pista adequada.

“Por exemplo, antes eu treinava no campo Adérito Sena, mas as condições não eram boas. O piso de alcatrão estava bastante degradado, com buracos que nos colocavam em risco de lesões”, explica, na expectativa de que as remodelações que agora estão a ser feitas no mesmo espaço, deixem a pista em melhores condições.

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