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Cuba: Presidente Miguel Diaz-Canel acusa EUA de financiarem manifestações

As autoridades cubanas acusam os EUA (Estados Unidos da América) de financiarem as manifestações, que ocorreram no domingo, em várias cidades de Cuba. O Presidente daquele País Caribenho, Miguel Diaz-Canel, afirmou que o objectivo é desestabilizar e acusa Washington de praticar uma “Política de Asfixia Económica para provocar a Agitação Social”.

Enquanto as ruas de Havana (a Capital) eram patrulhadas pela Polícia – escreve o portal pt.euronews.com -,   no rescaldo dos protestos mais expressivos desde o chamado “Maleconazo”, de Agosto de 1994,  os ministros reuniam-se, de urgência, e a Cúpula do Partido Comunista também, neste caso, com a presença do antigo Presidente, Raúl Castro, de 90 anos, e do actual Chefe de Estado, Miguel Diaz-Canel.

Cuba, um País de 11,2 milhões de habitantes, enfrenta a pior Crise Económica dos últimos 30 anos, falta electricidade, alimentos e medicamentos, agravada pela Crise Pandémica de  COVID-19.

Reações

Enquanto Washington e a União Europeia – através do seu chefe da Diplomacia, Josep Borrell -, apelavam a que se ouvisse a voz dos manifestantes, o Presidente Cubano garantia que o Governo está a tentar “ultrapassar” as dificuldades agravadas pelas sanções dos EUA.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmava que “seria um grave erro para o Regime Cubano interpretar o que está a acontecer, em dezenas de cidades e vilas – em toda a Ilha -, como o resultado ou o produto de algo que os Estados Unidos fizeram”.

Já o Presidente Norte-Americano, Joe Biden, apelava ao Regime Cubano para, “em vez de enriquecer, ouvir o seu Povo e responder às suas necessidades. (…) Estamos ao lado do Povo Cubano e do seu claro apelo à Liberdade”, afirmava Joe Biden.

Também a ONU (Organização das Nações unidas), dirigida pelo português António Guterres, apelava, na segunda-feira, 12, para que Cuba respeite a Liberdade de Expressão e de Reunião Pacífica.

O México e a Rússia, aliados de longa data de Cuba, alertavam para a utilização da Agitação Social como um pretexto para a interferência estrangeira. Na Venezuela, o Presidente Nicolás Maduro afirmava que “se o Governo dos EUA e a Oposição extremista, também em Cuba, querem, realmente, aliviar e ajudar” os Cubanos, “devem levantar, imediatamente, todas as sanções e o bloqueio contra o Povo de Cuba”.

Nas ruas…

Milhares de Cubanos manifestaram-se, no domingo, 11, contra o Governo, em várias cidades do País. Dezenas de pessoas acabaram detidas.

Houve também confrontos, e não só com a Polícia, depois do Presidente Diaz-Canel ter exortado os seus apoiantes a saírem para a rua. Houve mesmo jornalistas que foram agredidos.

As manifestações aconteceram, também, em algumas Comunidades Cubanas espalhadas pelo Mundo.

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