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Conflito: ONU prorroga Missão no Afeganistão

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações unidas) renovou, por mais seis meses, sua Missão Política no Afeganistão (Manua), numa Resolução que também pede um “Governo inclusivo e representativo” dos Talibãs e a participação das mulheres na vida social.

A Resolução, aprovada por unanimidade, sexta-feira, 17,  pelos 15 membros do Conselho – escreve o dia.com.br -, insiste na “importância de estabelecer um Governo inclusivo e representativo” e apela à “participação plena, igualitária e significativa das mulheres e ao respeito pelos Direitos Humanos, incluindo mulheres e crianças e minorias”.

O Texto foi elaborado pela Estônia e pela Noruega, País que celebrou a “Mensagem de União” que o Conselho envia ao Afeganistão.

Em Agosto, uma Resolução do Conselho de Segurança, pedindo liberdade de movimento para os afegãos que desejam deixar aquele País da Ásia, obteve apenas 13 votos, com a abstenção da Rússia e da China.

Neste seu último Documento, o Conselho de Segurança destaca o “importante papel que as Nações Unidas continuarão a desempenhar na promoção da paz e da estabilidade no Afeganistão”. A Resolução também reconhece “a necessidade de redobrar os esforços para fornecer Ajuda Humanitária ao Afeganistão” e destaca a “importância da luta contra o Terrorismo” no País.

Segundo fontes diplomáticas, os Talibãs não se opõem à extensão da Missão da ONU.

Aliás, “eles são obrigados a serem mais flexíveis” e “são mais pragmáticos” do que durante seu Governo anterior, no final dos anos 1990.

Avaliação periódica

Os membros do Conselho de Segurança pedem, também, na Resolução, que o secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, lhes informe sobre a situação no Afeganistão e as actividades da Manua, a cada dois meses, até meados de Março de 2022.

A par disso, o Conselho pede, ainda, a apresentação de um Relatório escrito, até 31 de Janeiro de 2022, sobre o futuro do Mandato da Missão da ONU.

Este Documento deve incluir “recomendações operacionais e estratégias, considerando os recentes eventos políticos, de segurança e sociais”, especifica a Resolução.

Nas últimas semanas, várias Organizações Não-Governamentais, como a Anistia Internacional e a “Human Rights Watch”, insistiram para que a ONU e os seus quase dois mil representantes no Afeganistão mantivessem a sua presença no País, para fiscalizarem possíveis abusos de Direitos Humanos.

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