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Cultura

Mónica Santos sensibiliza para o combate à VBG através da música

Mónica Santos, artista desde 2016, lançou recentemente o single “Deixa-me Viver” para sensibilizar as pessoas a lutarem, de forma activa, contra a VBG. Natural da Praia, a jovem cantora e compositora, está a tentar singrar como artística.

Mónica Santos é natural da Praia, mas, para além da sua cidade natal, vive entre São Vicente e Sal. Preocupada com a situação da Violência Baseada no Género (VBG) usou o seu talento artístico para sensibilizar a população sobre este problema grave da sociedade cabo-verdiana, que tem tirado a vida a muitas mulheres no país.

Foi assim que no passado mês de agosto, lançou o single “Deixa-me viver”, uma história fictícia baseada em factos reais, uma história de amor que acaba em tragédia.

“A ideia é fazer as pessoas consciencializarem que este acto não tem nada de positivo e que quem acaba por sofrer, em casos como este, são os filhos. Mesmo para aqueles casais que não têm filhos, há sempre terceiros que sofrem com o acto”, explicou a jovem que diz que “nem todo o sonho precisa tornar-se pesadelo”.

“Deixa-me viver” é a mensagem desta cantora e compositora, na luta contra a VBG. A mesma acredita que todos, onde quer que estejam, através das suas áreas de intervenção, podem dar também os seus contributos.

“Esta é a forma que eu encontrei para sensibilizar e creio que todos nós devemos mostrar que não estamos contentes com isso. Não importa a área onde estamos, temos que lutar contra esta tragédia que faz da mulher a principal vítima”, sublinhou.

Mónica Santos, artista desde 2016, convida a todos a apreciarem o “Deixa-me viver” no ritmo da Kizomba e “deixar a mensagem tocar os corações”, a fim de serem cidadãos activos contra esta causa.

A música foi lançada no passado 17 de Agosto nas plataformas digitais. O videoclipe foi gravado na cidade de Assomada, Santa Catarina, pelo Granda Filme. A letra é da autoria da própria cantora e o beat do Dalomba Beats, da ilha do Fogo.

Carreira

Mónica Santos acredita que a sua carreira artística iniciou ainda na infância, pois, sempre gostou de cantar, e tem engavetadas letras da realidade que não passam despercebida aos seus olhos.

No entanto, as primeiras “sementes” foram lançadas neste ano de 2021, onde conseguiu apresentar três singles entre Março e Agosto.

“Só ter talento e gostar da música não chega, pois temos que ter condições, sobretudo financeiras, para nos lançarmos no mercado. Da minha parte, foi isso que retardou a chegada dos meus trabalhos”, conta a autora do funaná “Pa nha mai” que teve a participação do artista Zé Espanhol e da morna “Caminho de Mar”.

Projectos futuros

Com novos projectos em andamento, Mónica diz que logo vai ter no mercado, um novo single, em conjunto com o artista residente em França, Totoco Mendes. “Falsidade” vai “espelhar” as amizades falsas confundidas com as verdadeiras.

“Desde sempre, eu gosto de cantar o que vejo, mas não só por cantar. A minha ideia é sempre mostrar a realidade social, passar alguma mensagem e contribuir para um mundo melhor”, diz a jovem que apesar de estar ainda no início de carreira, espera firmar-se no mercado até conseguir “viver exclusivamente da música” e viajar com as suas mensagens pelo mundo e chegar aos ouvidos de todos os cabo-verdianos além-fronteiras – “Quero ter apoios para conquistar o meu lugar no mercado e melhorar a cada dia, perante o meu público”.

Inúmeras formas de ganhar a vida….

Além da música, Mónica Santos, mãe de três filhos, diz que já experimentou inúmeras formas de ganhar a vida. “Já trabalhei no barco, viajando pelas ilhas mas também já fui varredeira. Já fui balconista, recepcionista, atendente, cabeleireira, entre outras coisas que, de forma lícita, garantiram até então, pão para mim e os meus filhos”, terminou a jovem, hoje focada em uma carreira artística.

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