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Economia

Aviso de greve: ASA alega tesouraria “fortemente ameaçada” e apela ao bom senso dos sindicatos

A Administração da ASA considera que o aviso de greve por parte dos seus trabalhadores é “completamente desajustada, irracional e uma tremenda falta de solidariedade” para com aqueles que perderam ou viram o seu salário reduzido no decorrer da pandemia da covid-19.

Num comunicado divulgado, Terça-feira, 21, a Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) alega que a sua saúde financeira está fortemente abalada desde 2020 e que neste momento não reúne as condições para satisfazer as exigências dos colaboradores que originou um aviso de greve dado pelos sindicatos SINTCAP e SITTHUR em representação dos trabalhadores da empresa

A empresa recorda ainda que o assunto já foi parar às barras dos tribunais, que decidiu a seu favor. “Não havendo direitos violados nem acordos não cumpridos, não é aceitável querer obter pela via da greve o que não foi possível obter nos tribunais”, considera.

O que seria desejável, diz a empresa, era receber propostas alternativas dos sindicatos, em demonstração de bom senso e na procura de soluções para garantir a sustentabilidade da ASA.

Por isso, revela, espera que os sindicatos sensibilizem os trabalhadores a entender que as medidas adoptadas visam ajustar a empresa ao contexto da pandemia, proteger a sua saúde financeira  os postos de trabalho.

Exigencias dos trabalhadores

De recordar que os trabalhadores da ASA no Sal anunciaram que pretendem entrar em greve de dois dias, 28 e 30 do corrente mês, abrangendo todas as classes profissionais da empresa.

Em causa, a retirada de alguns direitos adquiridos ao ”longo de décadas”, nomeadamente o subsídio de férias, subsídio de Natal, bem como o adiamento da progressão profissional que deveria ocorrer em Janeiro de 2020, segundo a presidente do Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (SINTCAP), Maria de Brito.

Apesar de reconhecer esses direitos, a ASA aponta resultados negativos em 2020 e 2021, sendo que no último ano, segundo o seu comunicado, a sua actividade representa apenas 30% daquilo que tinha em 2019.

Sobre o corte na gratificação de Natal, diz que os 50% atribuídos é, por si só, um sinal de reconhecimento em relação aos colaboradores e um esforço financeiro substancial.

 

Subsídios de férias de 2020 e regularização das progressões

Já no que toca aos subsídios de férias de 2020, recorda, a empresa já propôs a sua regularização em Março de 2022. Os Subsídios de férias referentes a 2021, por sua vez, foram alvo de uma sentença do tribunal, no âmbito de uma providência cautelar requerida pelo SINTCAP, que reconheceu a legitimidade da sua suspensão, ficando o compromisso de pagamento em abril de 2022.

Quanto à regularização das progressões vencidas, outra exigência dos trabalhadores, a empresa reconhece o ciclo de progressões mas diz que, devido às incertezas da conjuntura, não poderá proceder com esta actualização, por enquanto.

A Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea apela à união de esforços para ultrapassar o momento difícil em que o sector e o país se encontram.

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