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Cultura

Nova edição de Chiquinho no mercado

Com o ano quase a terminar, a Biblioteca Nacional lançou ontem, uma nova edição do romance Chiquinho, de Baltasar Lopes, com prefácio de Jairzinho Lopes Pereira. Novos “clássicos” deverão ser publicados, em 2022, entre eles, o romance Chuva Braba, de Manuel Lopes.

A nova edição de Chiquinho foi apresentada ontem, 29, na Sala de Conferências da BNCV, na Praia, foi
revista e prefaciada por Jairzinho Lopes Pereira, docente e investigador da University de Stavanger, da Noruega, que também apresentou a obra.

À Inforpress, Lopes Pereira adiantou que a revisão ortográfica foi feita em harmonia com a edição original de 1947, e que foram corrigidos gralhas e imprecisões que foram aparecendo nas edições posteriores a essa data, tendo caracterizado esse trabalho como a “grande mudança” realizada no livro.

O prefácio do “novo” Chiquinho que, para Jairzinho Pereira, se trata de “uma obra com grande destaque”, aborda alguns conteúdos que não constam nos prefácios das edições anteriores.

“Estamos a falar de uma obra marcante na literatura cabo-verdiana, e penso ser consensual que ela marcou indelevelmente o percurso da literatura cabo-verdiana.

A obra claramente ao lado de outras obras de referência no contexto do movimento literário e cultural conhecido como Claridade”, do qual Baltasar Lopes foi figura central, caracterizou Pereira.

Novos clássicos em 2022

Segundo a curadora da Biblioteca Nacional, Matilde Santos, existem cerca de uma dezena de edições do romance Chiquinho, inclusive uma versão inglesa feita por estudiosos da Universidade de Massachusetts, Estados Unidos da América.

Aquela responsável avançou que nesta edição foram produzidos 3 mil exemplares, tendo em conta o interesse crescente em torno deste livro de Baltasar Lopes.

Aliás, para muitos, a leitura de Chiquinho é obrigatória para a formação cultural e intelectual de qualquer cabo-verdiano, que se interesse pelos problemas do seu país.

A BNCV tenciona ainda continuar o seu programa de reimpressão de clássicos que se encontram
esgotados no mercado, por forma a promover o conhecimento e valorizar “os maiores” da literatura nacional.

“Em 2021 é a única obra editada. Estava prevista Chuva Braba, romance de Manuel Lopes, mas não foi possível porque houve a mudança da direcção.

Em 2020 tivemos duas reedições, 2019 duas também, e para o próximo ano tencionamos triplicar ou quadruplicar esse número, dependendo do financiamento que conseguirmos”, frisou Matilde Santos.

Logo no início do ano de 2022, a BNCV conta reeditar Chuva Braba, que também se encontra esgotado no mercado nacional. Recentemente foram reeditados o romance Famintos (Luís Romano) e as noveletas Noite de Vento (António Aurélio Gonçalves). 

Publicada na edição semanal do jornal A NAÇÃO, nº 748, de 30 de Dezembro de 2021

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