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Morreu Eunice Muñoz, um “gigante” da cultura portuguesa 

Uma das melhores actrizes de sempre e personagem incontornável das artes e da cultura em Portugal, Eunice Muñoz, morreu esta sexta-feira, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, aos 93 anos. O Governo já decretou um dia de luto nacional no dia do funeral da atriz.

A actriz, uma lenda e um ícone dos palcos e da televisão, tinha completado em Novembro do ano passado 80 anos de carreira e ainda recentemente tinha aparecido na telenovela “Quero é viver” da TVI. 

O seu legado é incontornável, inquestionável e ficará para sempre marcado na história das artes performativas portuguesas, do teatro à televisão, onde todos os pares lhe fazem vénia pelo talento, pela amizade, pela simplicidade e humildade que sobressaia na sua personalidade.  

“Gosto muito de viver. Encaro a morte como algo inevitável. Mas peço a Deus que não venha com sofrimento. Só espero que a morte me chegue serena”, uma das muitas frases sábias da atriz, agora recordada pelo JN.  

Nas suas mais recentes entrevistas, perpassava imagem de uma mulher serena, apaziguada com o que a vida lhe reservara. “Gosto de fazer coisas em casa. De arrumar, de mudar o lugar dos objetos. Gosto muito de viver”, confessava à Notícias Magazine, em julho de 2019.

Nasceu a 30 de julho de 1928, na Amareleja, Alentejo.  Oriunda de uma família de saltimbancos com raízes no circo. Costumava lembrar que se estreou em palco aos cinco anos, a cantar “Uma Porta e Uma Janela”. Mas foi aos 13 anos que chegou ao Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), onde se encontrava sedeada a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro. A peça de estreia chamava-se “Vendaval”, de Virgínia Vitorino. Era o início de uma carreira de 80 anos ligada às artes. 

“Não podia ser outra coisa, só podia ser atriz”, disse Eunice Muñoz quando celebrou os 70 anos de carreira, em 2011, recordou o SapoMag. 

Nas redes sociais, as mensagens de pesar multiplicam-se e vêm de vários quadrantes, incluindo de Ruy de Carvalho, outro “gigante” das artes, de quem era muito próximo, amigo, confidente.” “Minha irmã, minha amiga, partiste sem me despedir. Tu serás eterna”, escreveu o actor na sua página do Facebook. 

Também Marcelo Rebelo de Sousa, citado pela LUSA disse estar  “profundamente consternado” e descreveu-a como uma “referência nacional, admirada e respeitada por todos os portugueses”. “Em seu nome, presto-lhe uma emocionada homenagem e agradeço décadas inesquecíveis da vida de todos nós”, disse. 

Foto@SapoMag

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