A empresa distribuidora de cimento na ilha Brava, Dina Vicente, recebeu ontem, 10, cerca de três mil sacos de cimento, que estão a ser vendidos de forma limitada aos compradores. Cada comprador só poderá adquirir entre 15 a 20 sacos, numa tentativa de permitir que mais pessoas tenham acesso ao produto.
A ilha esteve quase dois meses sem cimento, situação que acabou por paralisar várias obras de construção civil no município.
Esta terça-feira, em frente à empresa distribuidora, em Nova Sintra, a Inforpress constatou a presença de vários empreiteiros e trabalhadores da construção civil que aguardavam a sua vez para adquirir o produto e retomar as obras que, segundo afirmam, estão paralisadas há quase dois meses devido à escassez do material.
De acordo com alguns empreiteiros presentes, cada comprador poderá adquirir entre 15 a 20 sacos, numa tentativa de permitir que mais pessoas tenham acesso ao produto.
Consequências negativas para várias famílias
Em declarações à Inforpress, o jovem Álvaro Coelho, que tem uma obra de construção em curso na sua residência, lamentou a situação enfrentada pelo município devido à falta de cimento, afirmando que a sua construção está parada há meses.
“Nesta situação, é atrasar a ilha, uma vez que vários chefes de família se encontram impedidos de trabalhar por causa desta situação. Hoje temos informação de que chegaram cerca de três mil sacos de cimento e o produto vai ser distribuído para que todos possam adquirir algum”, afirmou.
No entanto, a mesma fonte considerou que a quantidade recebida é insuficiente para responder à procura existente na ilha, apelando a uma solução mais duradoura para apoiar o setor da construção civil, a economia e o desenvolvimento da Brava.
Incumprimento dos prazos
Por sua vez, o empreiteiro José Maria Delgado partilha da mesma preocupação e considera que a falta de cimento durante dois meses na ilha tem consequências negativas para muitas famílias.
“Quando o cimento falta na ilha durante dois meses, é complicado, tendo em conta que isto representa um prejuízo para vários chefes de família. Além disso, os empreiteiros não conseguem cumprir os prazos de entrega das obras”, afirmou.
O empreiteiro explicou ainda que já retirou o seu número e aguarda para tentar comprar alguns sacos.
“O cimento já chegou à ilha, já retirei o meu número e estou à espera de conseguir alguns sacos. Disseram que vão vender uma determinada quantidade a cada um, por isso espero conseguir”, acrescentou.
Entretanto, segundo os presentes, a empresa continua a descarregar o produto, enquanto dezenas de pessoas aguardam no local na expectativa de adquirir cimento para dar continuidade às suas obras.
A Nação
C/ Inforpress



