Foi ao som de “Vangelis” que Francisco Carvalho e a esposa entraram em palco, para dar início ao arranque oficial da campanha, que marca a corrida à liderança do Palácio do Governo, na Várzea, no próximo dia 17 de Maio. No seu grande primeiro comício, que teve como palco o largo Amílcar Cabral, na Praia, Francisco Carvalho, candidato do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) a primeiro-ministro, destacou a criação de emprego como “prioridade central” do seu partido, se for eleito.
Francisco Carvalho destacou, durante a sua intervenção, que a criação de emprego será o “maior projeto” do PAICV para Cabo Verde, defendendo políticas que garantam rendimento e melhores condições de vida aos cabo-verdianos, como vem sendo tónica nas suas intervenções.
O cabeça de lista do PAICV, pelo círculo eleitoral de Santiago Sul, reforçou que a criação de emprego será “prioridade central” da sua governação.
“O emprego é o maior projeto para esta sociedade, para que todas as pessoas tenham um emprego, um rendimento, um salário”, afirmou. A criação de postos de trabalho, disse, deve ser impulsionada pelos empresários, cabendo ao Estado criar condições favoráveis, com menos burocracia e maior apoio ao investimento.
Na mesma linha, defendeu, também, políticas de habitação digna e apelou à mobilização dos eleitores, com vista à construção de “um Cabo Verde com dignidade para todos”. Neste primeiro comício na capital, Francisco Carvalho voltou a reiterar a promessa de acesso gratuito ao ensino superior público e à formação profissional, bem como cuidados de saúde gratuitos.
Igualmente, voltou a reafirmar o compromisso de baixar as tarifas de transporte inter-ilhas, ao prometer tarifas de 500 escudos para viagens de barco e cinco mil escudos para avião, garantindo pelo menos uma ligação diária a todas as ilhas.
Promessas não cumpridas
O comício ficou ainda marcado pelas críticas ao MpD, actual partido no Governo. Nesse sentido, referiu o incumprimento das promessas de 11 aviões Boeing e 45 mil postos de trabalho, criticando ainda o que considera ser uma governação “baseada em desculpas” e assegurando que o PAICV “está preparado para governar sem desculpas”.
“Governação só tem valor se, de facto, resolver os problemas dos cabo-verdianos (…) Não estamos aqui para inventar a roda, nem para apresentar listas enormes de promessas que não se cumprem”, afirmou, reiterando estar apto para governar Cabo Verde.
Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos
Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.
Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.
Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
A NAÇÃO
C/Inforpress

