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Política

Legislativas 2026: PP defende “reforma profunda” nos sectores da habitação, saúde e segurança social

A candidatura do Partido Popular (PP), liderada por Amândio Vicente, defendeu, durante os contactos de ontem, 03, em vários bairros da Capital, uma “reforma profunda” nos sectores da habitação, saúde e segurança social, durante as acções de campanha. 

Em contacto directo com os moradores de Paiol, Coqueiro e Castelão, a comitiva do PP ouviu queixas sobre a degradação habitacional, bem como os cuidados básicos, prometendo uma governação “mais amiga do cidadão”.

Em declarações à imprensa, o cabeça de lista do partido para Santiago Sul, Amândio Vicente, defendeu o fim do “capitalismo selvagem” na venda de terrenos, apelando a uma melhor gestão para que todas as classes possam ter direito a uma casa própria.

Política habitacional deve voltar a ser assumido pelas Câmaras Municipais

Neste âmbito, o candidato denunciou que a política habitacional foi alegadamente, “entregue a empresas privadas, muitas vezes ligadas a ex-governantes”, que praticam preços inacessíveis para a maioria da população.

“A nossa proposta é que as câmaras municipais voltem a assumir a política habitacional. O plano inclui o retorno do aforamento e a bonificação de juros, garantindo que o solo, que pertence a todos, não sirva apenas para o lucro de poucos”, afirmou.

PP é contra aumento da idade de reforma

Reforçando as críticas ao sector da saúde, Amândio Vicente apontou a necessidade de uma revisão da cobertura de medicamentos e lamentou as dificuldades nas transferências médicas, prometendo, caso vença as eleições de 17 de Maio, priorizar a “qualidade versus quantidade”.

Nesta área, considerou que a reforma e a sustentabilidade do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) não podem ser postas em causa e posicionou-se firmemente contra o aumento da idade de reforma, defendendo a manutenção dos 65 anos para homens e 60 para mulheres.

Para garantir a sustentabilidade do sistema, o candidato propõe o combate à emigração forçada através da valorização salarial e pensões, visando atrair os cabo-verdianos de volta ao país para contribuírem para a economia local.

Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos

Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.

Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração.  Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.

Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.

C/ Inforpress

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