Francisco Carvalho, candidato do PAICV a primeiro-ministro de Cabo Verde nas legislativas do próximo dia 17 de Maio, afirmou ontem, em Santiago, que a primeira semana de campanha reforçou a confiança dos cabo-verdianos no projecto do partido. Da mesma forma, reiterou aquilo que vem prometendo durante a campanha, ou seja, a intenção de reduzir despesas “supérfluas” do Estado para financiar medidas do programa eleitoral.
Instado sobre o balanço da campanha pela imprensa, afirmou que os contactos mantidos com a população em várias ilhas reforçaram a convicção de que o projecto “Cabo Verde para Todos” responde às principais preocupações dos cidadãos.
“Sou um conhecedor de Cabo Verde, desde a juventude, e tenho percorrido o país ao longo dos anos. Mas nada substitui este contacto directo com as pessoas, porque a realidade muda todos os dias”, explicou citado pela Inforpress.
Nesse contexto, garantiu que as propostas do PAICV foram definidas com base no quotidiano dos cabo-verdianos e privilegiam sectores como emprego, saúde, administração pública e acesso à água.
Fortalecimento do sector privado
Na área do emprego, defendeu uma parceria “forte” com o sector privado, sublinhando que o objectivo não é aumentar a máquina estatal, mas criar condições para o crescimento das empresas. O líder do PAICV anunciou, igualmente, medidas de simplificação administrativa para reduzir a burocracia e acelerar as respostas do Estado aos empresários.
“A administração pública tem de ser mais rápida, eficaz e eficiente, funcionando à velocidade que o empresariado precisa”, defendeu. Francisco prometeu ainda melhorias no funcionamento das alfândegas e investimentos na formação contínua de médicos e enfermeiros, defendendo melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.
Disse ainda aquilo que tem sido tónica, nesta primeira semana de campanha, ou seja, que o partido pretende reduzir despesas do Estado.
“Vamos cortar tudo aquilo que é gordura e despesas supérfluas do Estado para termos mais recursos disponíveis”, declarou, criticando os “4,5 mil milhões de escudos” gastos em estudos e consultorias.
Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos
Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.
Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração.
Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.

