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Política

Legislativas 2026: Francisco diz que Ulisses não está em sintonia com a realidade do país

Francisco Carvalho, candidato do PAICV a primeiro-ministro de Cabo Verde defendeu ontem que as propostas apresentadas pelo partido para as legislativas do dia 17 “não são ocas, nem vazias”, como classificou Ulisses Correia e Silva, candidato do MpD à sua própria sucessão. Pelo contrário, em entrevista à Inforpress, Francisco afirmou que quem faz essas considerações, sobre as propostas do Paicv , “é alguém que não está em sintonia com a realidade do país”.

Em entrevista à Inforpress, após o debate de ontem à noite, sexta-feira, 08, na RCV, Francisco Carvalho contrapôs as afirmações do candidato do MpD à sua própria sucessão, enquanto primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que classificou as propostas do PAICV como “ocas” e “vazias”.

Francisco Carvalho contra-argumentou, pelo contrário, que foram elaboradas a partir das dificuldades enfrentadas actualmente pelos cabo-verdianos.

“Qualquer pessoa que olhe para as nossas propostas e considera que as nossas propostas são ocas e vazias é alguém que não está em sintonia com a realidade de Cabo Verde, hoje”, afirmou o candidato do PAICV.

Responder aos problemas reais do país

Francisco Carvalho reforçou o que disse no debate, ou seja, que as medidas do partido procuram responder aos problemas relacionados com transportes e ensino superior, formação profissional e abandono do mundo rural, do sector primário. Segundo o líder do PAICV, os cabo-verdianos enfrentam dificuldades no acesso à saúde, devido aos custos, bem como problemas de mobilidade entre as ilhas. “Não sou eu que digo isto, são os cabo-verdianos que dizem isto”, afirmou.

Durante o debate reforçou aquilo que tem vindo a argumentar relativamente à falta de desenvolvimento do mundo rural, acusando o MpD de ter abandonado o sector nos últimos dez anos. “Em 2016, o mundo rural tinha 45 mil postos de trabalho, hoje, passados dez anos, sobraram apenas 15 mil. Trinta mil trabalhadores abandonaram o mundo rural”, argumentou.

Cortar na “gordura” do Estado para financiar necessidades dos cabo-verdianos

Relativamente às propostas do PAICV de acesso gratuito à universidade, formação profissional gratuita, saúde gratuita e medidas para reduzir os custos dos transportes inter-ilhas, que foram criticadas por Ulisses Correia e Silva no debate, por Francisco não conseguir explicar como vai fazer isso, o candidato do PAICV reforçou que é possível. E reforçou que as propostas de ter passagens de barco a 500 escudos e de avião a cinco mil escudos “é tudo para ir ao encontro da realidade cabo-verdiana”.

Segundo afirmou, os gastos do Estado com estudos e consultorias ultrapassam os quatro mil milhões de escudos. “Somente cortando ao nível dos estudos e das consultorias nós temos como financiar os custos da saúde”, argumentou, acrescentando que o objectivo é “cortar nas gorduras do Estado” para financiar áreas prioritárias para os cidadãos.

Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos

Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.

Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.

Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.

c/Inforpress

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