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Hantavírus: OMS afirma que risco de contágio “é baixo”

Foto @Alberto Valdes/EPA

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou ontem, 10, que o risco de contágio de hantavírus relatados no cruzeiro ‘Hondius’ “é baixo”, mas sublinhou que todos os países de origem dos passageiros estão a tomar precauções.

Em resposta a uma pergunta durante uma conferência de imprensa realizada no porto de Granadilla de Abona, na ilha de Tenerife, ao lado da Ministra da Saúde espanhola, Mónica García, Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu-se especificamente aos 17 passageiros americanos que, após desembarcarem do navio, foram transferidos para seu país durante a tarde de domingo, 10.

Países de origem dos passageiros estão a tomar precauções

O diretor-geral da OMS explicou que a sua declaração de que o risco de contágio é baixo se baseia nas verificações e investigações cientificas que foram realizadas sobre o vírus, sublinhando que os países de origem dos passageiros estão a tomar precauções e que os Estados Unidos da Améria (EUA) também já se prepararam.

Esse responsável elogiou a liderança de Espanha e das autoridades de saúde de Tenerife nesta crise, que acredita estar a ser administrada “muito bem”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus observou que a terceira e última morte decorrente deste surto ocorreu a 02 de maio e que acredita que foram tomadas as medidas apropriadas para controlar o surto no navio de cruzeiros.

Repatriados via aérea 

O primeiro avião com passageiros do navio do surto de hantavírus saiu logo ontem, domingo, das Canárias para Madrid e ao longo da tarde sairão vários voos de repatriamento, disse o Governo de Espanha.

As primeiras pessoas a serem retiradas do cruzeiro “MV Hondius”, no porto de Granadilla, em Tenerife, foram as que têm nacionalidade espanhola, 13 passageiros e um membro da tripulação.

O navio, que esteve de quarentena em Cabo Verde, chegou domingo, 10, de madrugada às Canárias e está ancorado no porto de Granadilla, havendo 147 pessoas a bordo, entre passageiros, tripulantes e pessoal médico da OMS e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), segundo a empresa Oceandrive, proprietária do cruzeiro.

O que está previsto é que desembarquem no arquipélago espanhol mais de 100 pessoas, que serão repatriadas em aviões de vários países e da União Europeia (UE).

Casos confirmados 

A OMS confirmou, até agora, seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste navio, mas três pessoas morreram.

O navio de cruzeiro viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

C/ Sapo

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