Amândio Barbosa Vicente, candidato a primeiro-ministro, pelo PP, às legislativas de domingo, 17 Maio, condenou ontem, 14, o cenário “decadente” e de “abandono” vivido na localidade piscatória da Ribeira da Barca e Assomada, devido à emigração em massa da população jovem. Vicente diz ainda que a “decadência” se estende a todo o concelho de Santa Catarina e culpa o Governo por isso.
A denúncia foi feita ontem, quinta-feira, 14, durante uma acção de campanha eleitoral, no concelho de Ribeira da Barca, onde apontou a governação de Ulisses Correia e Silva como a principal responsável pela perda de poder de compra, desemprego crónico e inflação agravado pela não actualização salarial.
“A Ribeira da Barca enfrenta um esvaziamento demográfico severo que compromete o desenvolvimento nacional. As principais queixas recolhidas junto da população local focam-se na asfixia económica e na ausência de investimento público estruturante”, afirmou.
O candidato do PP, que elogiou as melhorias das vias de acesso, defendeu que só a via não chega, afirmando que falta ainda a criação de condições económicas que garantam o sustento diário das famílias.
“Decadência” se estende a todo o concelho de Santa Catarina
Amândio Vicente que passou também por Assomada, para contactos políticos no quadro da campanha para as legislativas de 2026, avançou que a “decadência” se estende a todo o concelho de Santa Catarina, considerada a segunda maior centralidade da ilha de Santiago.
“O município, que historicamente funcionava como um motor comercial pujante com feiras e lojas dinâmicas, enfrenta agora uma tendência de declínio devido à dependência excessiva dos sectores do turismo e dos serviços”, sublinhou.
PP propõe quatro pilares de governação para reverter cenário
Para reverter o actual cenário, o candidato do PP afirmou que o plano da sua governação apresentado aos eleitores assenta em quatro pilares fundamentais.
Sendo eles: a valorização salarial, investimento na saúde, reforma no sector habitacional para travar a especulação imobiliária e dessalinização da água do mar para impulsionar a agricultura e transformar a pesca artesanal numa actividade industrializada.
Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos
Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.
Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.
Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
C/ Inforpress

