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Política

Cooperação: China apoia reabilitação de três escolas secundárias em Santiago e no Fogo

A República Popular da China vai executar os projetos de reabilitação das Escolas Secundárias de Salineiro, em Ribeira Grande de Santiago, Olegário Tavares, em São Miguel (Santiago Norte), assim como a reabilitação do Complexo Educativo Eduardo Gomes Miranda, em Santa Catarina, na ilha do Fogo. Estas infraestruturas foram originalmente construídas no âmbito da cooperação chinesa.

O protocolo de cooperação para a execução dos projectos de reabilitação desses estabelecimentos de ensino foi assinado Terça-feira, 18 de Agosto, na cidade da Praia, pelo ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo de Brito, e pelo embaixador da República Popular da China, Zhang Yang.

O projeto contempla a reabilitação das instalações da Escola Secundária de Salineiro, em Ribeira Grande de Santiago, da Escola Secundária Olegário Tavares, em São Miguel (Santiago), e do Complexo Educativo Eduardo Gomes Miranda, em Santa Catarina, na ilha do Fogo, infraestruturas construídas originalmente no âmbito da cooperação chinesa.

Além da recuperação dos edifícios existentes, estão previstas a construção de novos gabinetes, laboratórios e áreas de refeição, bem como o fornecimento de equipamentos pedagógicos e mobiliário de escritório.

Aprofundamento da cooperação no domínio da educação

Na ocasião, o embaixador da China, Zhang Yang, citado pela Agência cabo-verdiana de Notícias (INFORPRESS), afirmou ser uma satisfação assinar o acordo de execução do projecto, e destacou o aprofundamento da cooperação entre os dois países no domínio da educação.

O diplomata destacou projetos como o novo campus da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), construído com apoio da China, que têm contribuído para o desenvolvimento da educação no país.

Segundo Zhang Yang, a reabilitação integral das três escolas contribuirá para melhorar as condições de ensino e proporcionar aos professores e alunos um ambiente de aprendizagem e trabalho “mais seguro, confortável e moderno”.

A China, afirmou, está disposta a continuar a trabalhar com Cabo Verde, especialmente com o Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, na cooperação em diversas áreas do setor da educação, bem como a acolher mais estudantes cabo-verdianos e reforçar a formação de recursos humanos entre os dois países.

“Prioridade absoluta” à educação

Por seu lado, o ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo de Brito, considerou que o protocolo é de “grande valor”, por se enquadrar na ambição do Governo de modernizar o sistema educativo cabo-verdiano.

Segundo o governante, a educação foi assumida pelo novo Governo como “prioridade absoluta”, reconhecendo, contudo, que o desafio é “gigantesco” e que o custo da educação é elevado.

Arnaldo de Brito afirmou que o Governo pretende investir na modernização do parque escolar, na formação e qualificação dos professores e na criação de melhores condições nas escolas, contando, para isso, com o apoio de parceiros internacionais, designadamente a China.

Aprender com experiência do sistema educativo chinês

“Queremos inspirar muito na China, no modelo do sistema educativo chinês, aprender com a China para que nós possamos também beber dessa experiência e modernizar todo o nosso sistema educativo”, afirmou.

O ministro sugeriu igualmente “uma maior ligação” entre a escola e o mundo do trabalho, apontando a necessidade de os alunos permanecerem mais tempo nas escolas, tanto em actividades lectivas como de ocupação dos tempos livres, e de haver uma ligação com o mercado de trabalho.

“Ligar a escola com o trabalho, com o mercado de trabalho. Ligar a escola com a vida real cabo-verdiana”, vincou Arnaldo de Brito, que indicou ainda que o Governo pretende experimentar esta abordagem de forma gradual, uma vez que exige melhores condições e infraestruturas escolares.

C/INFORPRESS

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