A empresa Confecções Alves Monteiro (CAM) diz ter sido surpreendida com as alterações nos uniformes de algumas escolas e alerta para prejuízos provocados pelo excesso de stock. A empresa afirma que recebeu queixas de pais e pede às escolas que comuniquem as mudanças com antecedência.
A poucos dias do início das aulas, a empresa Confecções Alves Monteiro garante que tomou conhecimento de algumas mudanças nos uniformes através dos próprios pais e funcionários, sem ter recebido, previamente, uma comunicação oficial das escolas.
Segundo a subgerente da empresa, Emília Monteiro, entre as escolas apontadas estão a Escola Secundária Cónego Jacinto, na Várzea, e a EBI 13 de Janeiro, no Palmarejo, ambas na Praia.
“Da direcção da escola não recebemos nenhum aviso de que os uniformes seriam substituídos por outros”, afirmou Emília Monteiro, acrescentando que a empresa começou a receber, esta semana, várias queixas de pais relacionadas com os uniformes.
Stock orientado para a demanda
A empresa explica que, apesar de não possuir contratos com as escolas, confecciona uniformes para várias instituições e mantém um stock para responder à procura dos pais no início do ano lectivo.
Emília Monteiro considera que, nestas circunstâncias, as escolas deveriam comunicar antecipadamente qualquer alteração. “No mínimo, devíamos ser avisados para evitar este tipo de prejuízos”, defende.
A subgerente afirma que esta não é a primeira vez que a empresa enfrenta uma situação semelhante. Em anos anteriores, diz ter havido casos de alterações dos uniformes sem comunicação prévia, deixando a empresa com vários prejuízos.
Alerta informal
No caso da escola da Várzea, Emília Monteiro conta que este ano, a empresa recebeu um telefonema de uma funcionária da loja da Fazenda alertando para a possibilidade de o uniforme da escola da Várzea ter sido alterado. Perante a incerteza, a CAM decidiu reduzir a produção.
“Felizmente, este ano produzimos pouco, porque ficámos com medo de produzir o uniforme que poderia já estar substituído”, explica.
A empresa produziu cerca de 500 unidades, que, neste momento, já esgotaram, mas afirma que, entretanto, continuou a receber procura por parte dos pais.
CAM pede comunicação antecipada às escolas
Para Emília Monteiro, o problema poderia ser evitado se as escolas comunicassem ,antecipadamente, qualquer alteração nos modelos.
“Quando decidirem mudar, deveriam chamar-nos para avisar que vão mudar de uniforme, mostrar-nos o modelo e dar-nos a possibilidade de vender o que já temos em estoque e, no próximo ano, produzir o novo”, defende.
Escolas em silêncio
Para esclarecer a situação, entramos em contacto com a EBI 13 de Janeiro, que informou que não pode prestar declarações sobre este assunto.
Contactamos também a Escola Secundária Cónego Jacinto, na Várzea, mas até ao fecho desta peça não obtivemos nenhuma resposta.

