Uma delegação da companhia aérea portuguesa, EuroAtlantic Airways, encontra-se em Cabo Verde numa visita de três dias para negociar a sua eventual entrada no capital e na operação das companhias cabo-verdianas TACV (Cabo Verde Airlines) e CV Sky.
O modelo de negócio (business model) em discussão contempla diferentes cenários, podendo variar desde um contrato de gestão técnico-operacional e comercial até à entrada direta na estrutura acionista como acionista maioritário.
Caso o negócio se concretize, a EuroAtlantic prevê agregar outros parceiros estratégicos ao projeto, nomeadamente a companhia brasileira Azul Linhas Aéreas, que dispõe de uma vasta experiência na operação de redes regionais e domésticas no Brasil.
Segundo a fonte do A Nação online, a companhia brasileira Azul possui na sua frota aeronaves de menor capacidade (como os aviões de 19 lugares operados pela sua subsidiária regional), tipologia de aparelho de que Cabo Verde necessita urgentemente para assegurar a conetividade interilhas e cobrir as ilhas mais isoladas.
A estratégia central passa pela criação de sinergias, com especial foco no mercado de ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance – aluguer de aeronave, tripulação, manutenção e seguro) e voos charter.
O objetivo é rentabilizar a frota e a capacidade operacional da EuroAtlantic e da Azul, combinando-as com os certificados de operador aéreo (AOC) e os acordos bilaterais de transporte aéreo detidos por Cabo Verde.
“Podemos juntar sinergias, com a possibilidade de realizar operações em regime de ACMI utilizando os certificados de operador aéreo e os acordos aéreos de que Cabo Verde dispõe”, explicou a mesma fonte.

