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Economia

Cabo Verde no top 10 dos países onde o PIB cresceu mais rápido entre 1990 e 2025

Cabo Verde encontra-se na 8ª posição do ranking dos países que registaram um crescimento mais rápido do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 1990 e 2025. Os dados, que analisam um total de 176economias, constam de um relatório do site económico Visual Capitalist e têm como base de análise informações do Banco Mundial. 

De 1,8 mil dólares per capita, verificados em 1990, Cabo Verde passou para 10,4 mil dólares, em 2025, representando um aumento de 462% verificado ao longo destes 35 anos em análise no ranking divulgado pela Visual Capitalist e que coloca o arquipélago na oitava posição. 

Aqui, certamente, o input do sector do Turismo terá um impacto importante, ao longo dos últimos anos, se tivermos em conta que ainda recentemente, um relatório do Banco Mundial, divulgado em Julho passado, dava conta que o PIB real cresceu 6,3%, em 2025, impulsionado pelo forte desempenho do turismo e por reservas internacionais históricas.

Valores atingidos 

Os valores atingidos, segundo o documento, levam em consideração a inflação e as diferenças no poder de compra entre os 176 países analisados. 

O ranking é liderado pela Guiana com um crescimento de 5,1 mil dólares per capita em 1990, para 83,7 mil dólares em 2025, seguida da China, com 1,7 mil dólares per capita em 1990, para 25,1 mil dólares per capital, em 2025. O top três fica completo com a Guiné Equatorial que integra assim o pódio dos países que registaram um crescimento per capital mais rápido ao longo dos 35 anos em análise ao passar de 1,1 mil doláres per capital, para 13,8 mil.

Países do top 10

No top 10 estão ainda países como Bósnia e Herzegovina, Mianmar, Vietname, Honduras, que antecede Cabo Verde e Butão e India que vêm logo a seguir. Na contramão, na cauda das 176 economias analisadas estão Haiti, na DR Congo e Brunei Darussalam, todos com crescimentos negativos, ou seja, onde o rendimento per capita diminuiu ao longo dos 35 anos em análise. Ou seja, respectivamente, de 3,9 mil dólares per capita para 2,7 mil dólares no Haiti, de 2,4 mil dólares para 1,6 mil dólares per capita na DR Congo, e de 118, 2 mil dólares para 79, o mil dólares no Brunei Darussalam, ou seja, – 33%. 

De notar que desde o 163º lugar do ranking, até ao último, 176ª posição, todos os países registaram um crescimento negativo do PIB per capita. Além dos últimos três do ranking referenciados em cima, qui figuram ainda países com conflitos armados ou que são extremamente pobres, como Ucrânia, República Centro Africana, Líbia, Burundi, República do Congo, Sudão e Líbia, entre outros. 

O caso da Guiana impulsionado pelo petróleo 

Entre as principais conclusões do documento faz-se referência ao facto de a Guiana liderar o mundo em termos de crescimento real do PIB per capita desde 1990, impulsionada pelo recente boom do petróleo em alto-mar. 

A produção de crude começou em 2019 e atingiu aproximadamente 225 milhões de barris, em 2024, transformando a economia de um país com menos de um milhão de habitantes. Segundo o documento, isso ajuda a explicar porque é que o PIB real per capita da Guiana aumentou 1.549%, desde 1990, colocando-a à frente de todos os outros países no ranking.

O caso da China 

O ranking atesta ainda que as economias asiáticas representam quase metade das 25 maiores do mundo, com a China ocupando o segundo lugar, como verificamos em cima. 

A ascensão da China, inclusive, destaca-se pela dimensão da escala envolvida, onde quase 800 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, nas últimas quatro décadas, o que representa quase três quartos da redução global.

O ranking mais abrangente mostra que a China faz parte de uma história de crescimento asiático muito maior, como enfatiza o documento, uma vez que Vietname, Índia, Bangladesh e Coreia do Sul estão entre as economias de crescimento mais rápido do mundo em termos de PIB real per capita desde 1990.

De notar ainda que no caso do continente asiático, ao contrário do recente crescimento impulsionado pelo petróleo na Guiana, grande parte desse crescimento se desenvolveu ao longo de décadas de industrialização e expansão comercial.

EUA e a melhor performance dos G7 

O ranking traz ainda o caso dos Estados Unidos da América (EUA) que apesar de ocupar a 88ª posição global dos países com crescimento do PIB per capita mais rápido entre 1990 e 2025, registou o crescimento mais forte entre as chamadas economias do G7. Os EUA passaram de 44,4 mil dólares em 1990, para 76,9 mil dólares em 2025, num crescimento de 73%. 

Em comparação, o documento realça que o PIB per capita cresceu 61% no Reino Unido, 48% na Alemanha, 43% no Canadá e na França, e 34% no Japão.

Um dos factores que contribuíram para a vantagem dos EUA foi o crescimento mais forte da produtividade, o que ajudou o país a superar muitos dos seus pares das ditas economias mais avançadas. 

Gisela Coelho 

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