O Congresso da Confederação Africana de Voleibol (CAVB), que decorreu durante os dias 3 e 4 de Outubro, em Santa Maria, Ilha do Sal, ficou marcado por decisões estratégicas para o desenvolvimento da modalidade no continente, designadamente para promover a igualdade de género e aumentar a representatividade feminina em todos os sectores da modalidade.
“O congresso tomou uma decisão crucial para o desenvolvimento do voleibol no continente, que passa por garantir espaço efectivo para as mulheres em todas as frentes, como atletas das novas gerações, treinadoras, árbitras e dirigentes. Precisamos de mais mulheres na liderança do desporto, pois quando a mulher se envolve, entrega-se com enorme dedicação, trabalho árduo e paixão, salientou Bouchra Hajji, a presidente da CAVB.
Atenção prioritária ao voleibol de praia
Os representantes de 54 países africanos presentes no congresso da cidade de Santa Maria também concordaram unanimemente em dar uma atenção prioritária ao voleibol de praia, por se tratar de uma disciplina desportiva acessível em termos de custos e com forte margem de progressão.
“Toda a África concordou hoje em direccionar o foco para o voleibol de praia, uma vertente que requer menos investimentos e onde temos grandes talentos. Prova do nosso potencial foi a homenagem aos quatro países que têm representado a África ao mais alto nível internacional e na qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028”, indicou a presidente da CAVB, Bouchra Hajji.
Fragilidades do voleibol no continente
Na ocasião, ao analisar as fragilidades do desporto no continente, Bouchra Hajji apontou o défice de infra-estruturas como o maior obstáculo, tendo anunciado parcerias com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para mitigar esta carência e elevar o nível técnico das selecções.
Bouchra Hajji também apontou o reforço da importância da solidariedade e integração entre os países para consolidar o crescimento do voleibol africano.
“A nossa meta é unir todas as federações. Precisamos do sucesso de cada uma para construir um continente coeso e uma África forte no cenário esportivo internacional”, concluiu.
Balanço positivo do congresso Santa Maria
O assessor do presidente responsável pelas Relações Internacionais e Finanças da CAVB, Habu Ahamed Gumel, fez um balanço positivo do congresso de Santa Maria, destacando o seu impacto, a liderança da presidente da CAVB, Bouchra Hajji, e a presença massiva dos países membros como demonstração da força e coesão da organização para o futuro do voleibol africano.
“Nestes dois dias de congresso, alcançamos muitas conquistas para o voleibol. Discutimos com todas as comissões e assistimos à apresentação dos relatórios de progresso por parte de todos os presidentes das zonas. Houve uma participação activa de todos e saíram daqui recomendações de extrema importância para fazer avançar a modalidade em África”, frisou Habu Ahamed Gumel.
Marco histórico para o desporto nacional
Para o organismo máximo do voleibol no arquipélago, a realização, pela primeira vez em Cabo Verde, do Congresso da Confederação Africana de Voleibol (CAVB), “constitui um marco histórico para o desporto nacional e representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV) na promoção e desenvolvimento da modalidade”.
Por outro lado, a FCV considera que o evento “reforça igualmente a posição de Cabo Verde como destino de referência para a organização de encontros e competições desportivas de dimensão continental.”
Recorde-se que durante o Congresso da Confederação Africana de Voleibol, a Federação Cabo-verdiana de Voleibol assim como outras instituições e personalidades foram distinguidas pela Confederação Africana de Voleibol.
C/INFORPRESS