Milhares de húngaros manifestaram-se, este domingo, 6, em Budapeste (a Capital), contra o Plano do Governo de Viktor Órban de construir um “Campus” Universitário Chinês na Cidade.
Trata-se da Universidade de Fudan, cuja conclusão está prevista para 2024. O Estabelecimento de Ensino – segundo escreve o portal pt.euronews.com -, o primeiro do género na Europa, é um complexo de 500 mil metros quadrados e as autoridades húngaras esperam da China um empréstimo de 1,3 mil milhões de euros, para cobrir a maioria dos custos estimados de 1,5 mil milhões.
Mas o Projecto tem criado um sentimento de mal-estar naquele País Europeu, devido ao crescente endividamento em relação a Pequim.
Um “cavalo de Tróia” para a China, “com a ajuda do dinheiro húngaro, porque o Governo de Órban é um parceiro chinês”, denuncia a presidente de Junta de uma Freguesia de Budapeste, Krisztina Baranyi.
Já o presidente da Câmara da Capital húngara, Gergely Karácsony, é mais incisivo. “Vamos parar o Projecto Fudan. E continuaremos a tomar uma posição sempre que virmos o Governo representar os interesses dos privilegiados, contra a vontade da maioria”, promete.
Com uma Sondagem de Opinião, realizada na semana passada, a mostrar que a maioria dos residentes na Capital húngara se opõe ao Plano, o presidente da câmara exortou Órban a travá-lo e dava novos nomes às ruas à volta do complexo, designadamente: “Estrada Livre de Hong Kong”, “Estrada do Dalai Lama” e “Estrada dos Mártires Uyghur”, para pôr em evidência os problemas de Direitos Humanos na China.
PUB
Você precisa estar logado para escrever um comentário Login
Faça o seu comentário
Faça o seu comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.

