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Santiago

Praia: Mulher detida após tentar entregar droga ao filho preso em São Martinho

Uma mulher de 44 anos foi detida no domingo, dia 20, quando tentava fazer chegar ao filho preso na cadeia de São Martinho, na Praia, uma certa quantidade de estupefacientes. A mesma já foi apresentada ao juiz e ficou em liberdade sob medidas restritivas, enquanto aguarda pelo desenrolar o processo. 

Segundo uma fonte judicial, a cidadã em causa foi detida em flagrante por volta do meio-dia, na sequência da revista corporal, na portaria da Cadeia Central da Praia. Num dos bolsos foram encontrados dois embrulhos de estupefacientes, testaram positivo para canábis e seus derivados, mais conhecido por haxixe ou “asha”.

De acordo com o mesmo informante, a mulher, que pretendia levar o “material” ao seu filho recluso, vai agora responder por crime de posse de tráfico de drogas dentro da prisão. Presente ao juiz ainda durante esta semana, a mesma ficou em liberdade, enquanto decorrem as fases do processo.

Caso semelhante

Em Setembro do ano passado, uma outra mulher, esta de 31 anos, foi detida no Centro Sócio-Educativo Orlando Pantera, na cidade da Praia, quando tentava introduzir uma substância ilícita no local. A mulher, que visitava o filho de 15 anos, foi apanhada pelas câmaras de segurança a entregar uma pequena quantidade de canábis ao menor.

Segundo fontes judiciais, a droga estava escondida no cabelo e no interior das roupas da detida. A mesma, relatam as nossas fontes, conseguiu entrar sem ser revistada porque, no momento da visita, não havia uma agente de segurança do sexo feminino presente para efecutar a revista.

No entanto, com apoio das câmaras de vigilância, os agentes de segurança conseguiram captar o momento em que a mulher entregava um embrulho ao filho, o que levou à sua detenção imediata.

“Ela nega, mas não há como. Está gravado”, contou uma fonte, completando que o teste feito o produto contou positivo para canábis. A mulher foi apresentada ao juiz e, segundo nossas fontes, está também em liberdade.

Geremias S. Furtado

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1 Comentário

1 Comentário

  1. João de Deus

    25 de Abril, 2025 at 15:23

    Com mães assim, o crime nem precisa de padrasto.

    É duro dizer, mas vamos parar de romantizar o que é, claramente, conivência criminosa embrulhada em laços maternais.
    Levar droga a um filho na prisão? Esconder cannabis no cabelo para dar ao menor num centro sócio-educativo? Isto não é “erro de julgamento”, isto é educação às avessas.
    A questão não é só que o miúdo está preso. É que há quem lá vá levar-lhe reforço — não de valores, mas de haxixe. E depois espantam-se com a taxa de criminalidade urbana…
    Que tipo de futuro se está a construir quando o exemplo em casa já ensina como se contorna o sistema?

    Essas mães não estão só a falhar como educadoras — estão a fortalecer redes de delinquência desde dentro das visitas familiares, enquanto o Estado observa, filma, e depois… liberta.

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