O médico e ex-candidato à presidência da República, Gilson Alves, foi detido ontem, 01, à noite, pela Polícia Judiciária em Santo Antão e levado para São Vicente onde se encontra preso neste momento. Em causa está um mandado emitido pelo Ministério Público por alegados crimes de arma e formação de quadrilha.
De acordo com os onlines Mindel Insite e Notícias do Norte, Gilson é acusado de criação de bando ou quadrilha e de instigação pública à prática de crime.
Crimes que, a confirmarem-se, configuram uma ameaça direta ao Estado de Direito de Cabo Verde.
O caso
Recorde-se que, há sensivelmente um mês, Gilson Alves anunciou a sua candidatura à presidência da República na Televisão de Cabo Verde, em São Vicente, num terraço totalmente escuro e fazendo-se acompanhar de quatro homens encapuzados e armados com faca, catana e uma barra de ferro.
No anúncio da candidatura, Alves disse que o seu principal objectivo era acabar com a “podridão” da justiça cabo-verdiana.
Gilson Alves assegurou ainda que seria um presidente autoritário e com poder absoluto e que ia ganhar a presidência “a jeito ou à força”.
A peça noticiosa da televisão pública foi para o ar no Jornal da Noite do dia 16 de fevereiro e suscitou uma onda de críticas nas redes sociais, estando a mesma actualmente a ser alvo de um processo de averiguação da ARC.
Gilson Alves, médico de profissão, foi candidato a Presidente da República de Cabo Verde em 2021, foi condenado a quatro anos e dez meses de prisão em fevereiro de 2025, mas a execução da pena ficou suspensa por quatro anos. Factos que o impedem de se candidatar a cargos públicos.
Nas eleições de 2021, Alves alcançou 0,8% dos votos.



