Mais um dos suspeitos detidos na sequência da operação Aurora no Sal, em que foi desmantelada uma alegada rede de prostituição infantil, aguardará os tramites processuais em prisão preventiva. O suspeito é referenciado como uma figura bastante conhecida na ilha, foi detido no domingo, 31 de maio, no aeroporto internacional Amílcar Cabral, no momento que desembarcou de um voo proveniente de Lisboa, Portugal.
O detido junta-se assim aos outros 10 suspeitos que também aguardam em prisão preventiva o julgamento no caso Aurora, por abuso sexual contra um menor de 13 anos.
O caso
Recorde-se que a operação Aurora foi uma ação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e Polícia Nacional (PN) e desmantelou na passada terça-feira, 26 de Maio, no Sal, uma alegada rede de prostituição infantil, resultando na detenção de 16 indivíduos suspeitos do crime de abuso sexual de menores. S
Segundo detalharam fontes policiais, o perfil dos suspeitos interceptados causou consternação no meio local.
De acordo com o balanço fornecido por fonte policial, as investigações de cariz criminal que sustentaram esta intervenção vinham sendo articuladas e desenvolvidas “de forma minuciosa” pelas autoridades competentes desde o ano de 2023, culminando na execução simultânea dos mandados judiciais.
A mesma fonte adiantou que a operação resultou de ordens de busca e detenção emitidas pelo Ministério Público para atuação fora de flagrante delito.
Ao todo, as equipas operacionais abordaram 20 indivíduos nas suas respectivas residências em intervenções coordenadas nas cidades de Espargos e Santa Maria, assim como na localidade de Vila da Murdeira.
Deste total, 16 pessoas foram efetivamente detidas e encaminhadas sob custódia para as instalações da Esquadra Policial dos Espargos.
Entre o grupo de detidos encontra-se um cidadão que desempenhou no passado funções de chefia e alto cargo no sector da aviação civil na ilha do Sal, além de se registar a presença de vários indivíduos com idade avançada.
Menor de 13 anos sob custódia das autoridades
O foco central da investigação recai sobre indícios substanciais de abusos perpetrados contra um menor de apenas 13 anos.
De acordo com as garantias dadas pelas autoridades policiais, o menor foi imediatamente retirado do ambiente de vulnerabilidade e perigo, encontrando-se presentemente salvaguardado e a receber os devidos cuidados por parte das entidades de proteção competentes.
Foto @DTudo1Pouco

