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Diáspora

PR alerta para discriminação contra a comunidade na diáspora

O Presidente da República, José Maria Neves, alertou este domingo, 19, no arranque da 5ª Presidência na Diáspora, na Maia, Portugal, para o aumento das restrições à mobilidade e de casos de discriminação que afetam a comunidade cabo-verdiana emigrada. Este encontro decorre até ao próximo dia 26, com visitas previstas a várias cidades do Norte de Portugal, como Porto, Guimarães, Braga e Barcelos, além de deslocações a Tondela e Lisboa.

Durante este encontro na região do Porto, realizado no Auditório Principal da Universidade da Maia, o chefe do Estado sublinhou que há “mais restrições à mobilidade” e “mais discriminações às comunidades emigradas”, sobretudo nos países mais desenvolvidos.

Neves defendeu a necessidade de os cabo-verdianos estarem conscientes destes desafios, reforçando a importância de se conhecer a realidade da diáspora, para melhor defender os seus interesses.

Como exemplo, referiu que, nos Estados Unidos, os vistos de turismo e negócios podem estar sujeitos a cauções até 15 mil dólares, acrescentando que também na Europa persistem limitações à circulação.

Diálogo com os países de acolhimento

Ainda assim destacou a importância do diálogo com países de acolhimento.

“É claro que nós temos conversado com vários governos, mesmo com o governo dos Estados Unidos é preciso manter o diálogo, as pontes, para mostrar que a comunidade cabo-verdiana é uma comunidade que não causa problemas, é uma comunidade trabalhadora, é uma comunidade que se integra bem e que tem dado um grande contributo para o desenvolvimento dos países de acolhimento”, apontou.

Jovens denunciam xenofobia e dificuldades com bolsas

Durante a sessão vários membros da comunidade, sobretudo estudantes, manifestaram preocupações com o aumento da xenofobia, do racismo e das dificuldades no processo de regularização em Portugal, bem como com o custo de vida e o valor das bolsas de estudo.

Em resposta, o Presidente reconheceu o crescimento desses fenômenos em vários países e apelou à participação cívica e política da diáspora, incentivando os cabo-verdianos a apresentarem as suas preocupações junto das autoridades e partidos políticos nos países de acolhimento.

Neves comprometeu-se ainda a levar essa questão do valor das bolsas de estudo ao Governo, após as legislativas de 17 de maio.

C/Lusa

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