A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, defendeu ontem, 27, durante a assinatura de um protocolo de cooperação com o Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na Cidade da Praia, a necessidade de reforçar a colaboração no setor de investigação científica para garantir decisões baseadas em evidências no sistema de saúde cabo-verdiano.
De acordo com Maria da Luz Lima, esse protocolo tem como objetivo reforçar a investigação, tanto clínica como em saúde pública, no sentido de melhorar a qualidade das decisões médicas e das políticas sanitárias.
Segundo a mesma fonte, esta parceria vai consolidar o trabalho conjunto entre duas instituições autónomas, mas com responsabilidades complementares na área da saúde.
“Há a necessidade de reforçar essa colaboração, por exemplo, na área de investigação científica, para reforçar a própria tomada de decisões baseadas em evidências, não só na parte da investigação clínica, como também relacionadas com a saúde pública”, defendeu.
Para esta responsável, este protocolo representa um “passo importante” para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, ao promover uma maior articulação entre a produção de conhecimento científico e a prestação de cuidados de saúde diferenciados.
Vigilância epidemiológica
O acordo contempla ainda a questão da vigilância epidemiológica, com maior articulação na deteção e resposta a surtos e epidemias, muitas vezes identificados a nível hospitalar, permitindo que haja uma resposta mais célere por parte do INSP na gestão de emergências de saúde pública.
A presidente do INSP explicou que a formalização do acordo vai permitir simplificar de “forma significativa” os processos de investigação, uma vez que os investigadores deixam de recorrer repetidamente a pedidos de autorização, tornando o início dos estudos mais célere e eficiente.
Cleidiane Tavares
Estagiária
C/Inforpress

