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Política

Legislativas 2026: Jónica Brito exige dignidade para o sector informal

A líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, criticou ontem, segunda feira, 04, no âmbito da sua campanha no Cais da Praia,  a gestão dos recursos públicos durante o período eleitoral e exigiu “dignidade e protecção social” para os trabalhadores do sector informal.

Segundo a Presidente do PTS,  o país não pode continuar a ignorar a “realidade informal” que sustenta a economia, mas que deixa os trabalhadores, especialmente as mulheres, à margem da proteção social. Esta foi uma das mensagens que levou aquelas trabalhadoras informais.

“O PTS quer pôr um basta a isso. Não podemos permitir que a mulher cabo-verdiana continue a ser a maior sofredora de um sistema que marginaliza quem mais precisa”, afirmou, sublinhando que o trabalho informal carece de valorização e segurança jurídica.

Jónica Brito denunciou ainda, o“esbanjamento” de milhares em cartazes e comícios.

“Falam que não há dinheiro para o bem-estar das famílias, no entanto, vemos milhares a serem esbanjados na campanha. A nossa voz não pode continuar a ser adiada”, denunciou, lamentando a falta de condições dignas no interior de muitas casas cabo-verdianas.

Sentimento de “desesperança”

A líder do PTS associou os altos índices de abstenção, particularmente entre a juventude, a um sentimento de “desesperança” perante as promessas não cumpridas pelos sucessivos governos e acusa os partidos tradicionais de oferecerem apenas “promessas vazias” que nunca se realizam.

“Estamos fartos. O povo continua a sofrer enquanto os mesmos de sempre continuam a mandar e desmandar”, condenou.

Depois de apresentar as suas propostas aos trabalhadores do Cais da Praia, o PTS continuou a sua campanha porta-a-porta  em Achada Grande Frente, um bairro marcado por inúmeros desafios sociais.

Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos

Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.

Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efetivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.

Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.

C//Inforpress

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