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Sal

Sal: Desmantelada rede de prostituição infantil 

Uma operação conjunta Polícia Judiciária (PJ) e Polícia Nacional (PN) desmantelou na terça-feira, 26, no Sal, uma alegada rede de prostituição infantil, resultando na detenção de 16 indivíduos suspeitos do crime de abuso sexual de menores. Segundo detalhou a fonte policial, o perfil dos suspeitos interceptados causou consternação no meio local.

De acordo com o balanço fornecido por fonte policial, as investigações de cariz criminal que sustentaram esta intervenção vinham sendo articuladas e desenvolvidas “de forma minuciosa” pelas autoridades competentes desde o ano de 2023, culminando na execução simultânea dos mandados judiciais.

A mesma fonte adiantou que a operação resultou de ordens de busca e detenção emitidas pelo Ministério Público para atuação fora de flagrante delito.

Ao todo, as equipas operacionais abordaram 20 indivíduos nas suas respectivas residências em intervenções coordenadas nas cidades de Espargos e Santa Maria, assim como na localidade de Vila da Murdeira.

Deste total, 16 pessoas foram efetivamente detidas e encaminhadas sob custódia para as instalações da Esquadra Policial dos Espargos.

Vários indivíduos com idade avançada

Segundo detalhou a fonte policial, o perfil dos suspeitos interceptados causou consternação no meio local.

Entre o grupo de detidos encontra-se um cidadão que desempenhou no passado funções de chefia e alto cargo no sector da aviação civil na ilha do Sal, além de se registar a presença de vários indivíduos com idade avançada.

Menor de 13  anos sob custódia das autoridades

O foco central da investigação recai sobre indícios substanciais de abusos perpetrados contra um menor de apenas 13 anos.

De acordo com as garantias dadas pelas autoridades policiais, o menor foi imediatamente retirado do ambiente de vulnerabilidade e perigo, encontrando-se presentemente salvaguardado e a receber os devidos cuidados por parte das entidades de proteção competentes.

Os 16 detidos estão a ser apresentados ao longo do dia de hoje ao Ministério Público para efeitos do primeiro interrogatório judicial, ato no qual deverão ser conhecidas as medidas de coação pessoal a aplicar aos arguidos.

C/ Inforpress

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