Os moradores de Ponta Belém criticaram a capacidade de resposta das autoridades ao incêndio que continua activo em Ponta Belém, Praia, apontando falhas nos meios de combate às chamas e questionando a assistência às famílias afectadas.
No local, citados pela Inforpress, os residentes questionaram a capacidade operacional dos serviços de emergência para fazer face a uma situação desta magnitude e defenderam um reforço dos investimentos nos bombeiros, na protecção civil e em equipamentos de combate a incêndios.
Segundo afirmaram à mesma fonte, os primeiros agentes a chegar ao local foram elementos da Polícia Nacional, enquanto os bombeiros terão demorado mais tempo a iniciar o combate às chamas, numa altura em que o fogo já se encontrava em rápida propagação. Segundo as testemunhas, a escassez de água condicionou igualmente as operações.
Tanque dos bombeiros ficou sem água
Os residentes afirmaram que o tanque utilizado pelos bombeiros ficou sem água por mais de uma vez durante a intervenção, obrigando ao reabastecimento e dificultando os esforços para controlar o incêndio.
“Em vez de gastar dinheiro com festivais e festas, deveriam investir mais nos bombeiros, na protecção civil e em equipamentos”, afirmou um morador à Inforpress.
Como argumentam, uma resposta mais célere poderia ter reduzido a extensão dos danos provocados pelas chamas, que atingiram bancas de venda, mercadorias, habitações e outras estruturas na zona.
Apoio às famílias
Além das críticas à actuação dos meios de socorro, os moradores questionaram quem irá assumir os prejuízos sofridos pelas famílias afectadas, muitas das quais perderam os seus bens e a principal fonte de sustento.
Até pouco depois das 18h, o incêndio permanecia activo em algumas áreas, com os bombeiros no terreno.
C/Inforpress

