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Fogo

Tragédia com autocarro no Fogo: Conclusões preliminares apontam para problemas de sinalização vertical na estrada

As conclusões preliminares sobre as condições da estrada onde ocorreu o acidente com o autocarro que vitimou 25 pessoas, na sua maioria crianças e adolescentes, no Fogo, apontam para problemas de sinalização, conforme avançou o ministro das Infraestruturas, Carlos Tavares, de visita ontem ao local. As causas do acidente estão a ser investigadas por uma equipa distinta. 

Citado pela Inforpress, Carlos Tavares explicou que o relatório sobre as condições da estrada ainda está a ser elaborado, enquanto uma equipa distinta investiga as causas do acidente que envolveu o autocarro que fazia o trajecto Chã das Caldeiras/Campanas de Cima no fatídico dia 5 de Setembro.

“Está-se a trabalhar no relatório, mas já tenho conclusões preliminares sobre as condições da estrada. Neste momento, podemos falar apenas sobre as condições da estrada, porque existe uma equipa que está a trabalhar na investigação das causas do acidente”, esclareceu.

O mesmo lembrou que a estrada foi construída entre 2019 e 2024, e apresenta condições adequadas de pavimentação, mas sublinhou que foram identificados problemas ao nível da sinalização vertical.

“Na prática, trata-se de uma via sem sinalização vertical”, afirmou Carlos Tavares, acrescentando que cerca de 60 por cento ou mais da sinalização vertical prevista no contrato inicial terá sido retirada, situação que considerou preocupante.

Reforço da segurança rodoviária em todo o país 

O governante garantiu que a segurança rodoviária passará a constituir uma exigência fundamental na execução e recepção das obras públicas e assegurou que o Governo não fará a recepção definitiva de estradas que não disponham de sinalização adequada ou de outras estruturas necessárias à segurança dos utentes.

“De agora em diante, este Governo não fará recepção final de nenhuma estrada que não tenha sinalização vertical adequada, que não tenha muros onde deveriam existir, que esteja em condições de segurança adequadas para ser disponibilizada à população”, garantiu. Segundo disse, a mesma exigência será aplicada às novas estradas, que não deverão ser construídas sem garantias de segurança para a população.

O ministro anunciou ainda um trabalho de reforço da segurança rodoviária em todo o país, com um levantamento em curso para identificar necessidades de intervenção nas estradas do Fogo e das restantes ilhas, incluindo a estrada Chã das Caldeiras/Campanas de Cima. Outra preocupação apontada prende-se com a manutenção da rede viária, que, segundo afirmou, precisa de ser melhorada, particularmente na ilha do Fogo.

C/Inforpress

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