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Economia

Cabo Verde acolheu mais de 270 mil turistas entre Abril e Junho

Cabo Verde registou um crescimento absoluto de 9,2% no número de hóspedes acolhidos no segundo trimestre de 2026, comparativamente ao período homólogo do ano passado. Na prática, 276.598 mil turistas ficaram alojados na hotelaria nacional, entre Abril e Junho deste ano, traduzindo em mais 23.238 hóspedes face ao igual período de 2025. Sal dominou com mais de 60% dos hóspedes recebidos, seguido da Boa Vista com 18,1% e Santiago com 7,3%. 

De notar que no primeiro trimestre de 2026, ou seja, entre Janeiro e Março, altura considerada como época alta do turismo no país, Cabo Verde tinha acolhido 379.657 hóspedes. Mesmo assim, neste segundo trimestre, entre Abril e Junho, o crescimento foi de 9,2% comparativamente a igual período de 2025, ao totalizar, agora, 276.598 hóspedes recebidos no país.

Os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) mostram ainda que, relativamente às dormidas houve uma ligeira diminuição de – 0,6%, com 8.148 dormidas a menos registadas, agora, neste segundo trimestre de 2026, ao totalizar 1.292.441 dormidas. 

No que diz respeito à análise por tipo de estabelecimentos escolhidos pelos turistas para se alojaram, os hotéis continuam a merecer as preferências ao absorveram 86,1% do total de hóspedes e representaram 86,9% das dormidas. 

Já os hotéis-apartamentos foram a segunda categoria mais procurada, segundo o INE, representando 6,9% dos hóspedes e 9,0% das dormidas. Os restantes tipos de alojamento registaram uma participação relativamente reduzida: residenciais com 3,2% dos hóspedes e 1,6% das dormidas; pensões com 2,1% dos hóspedes e 1,2% das dormidas; aldeamentos turísticos com 1,3% dos hóspedes e 1,0% das dormidas; pousadas com 0,3% dos hóspedes e 0,2% das dormidas; alojamento complementar com 0,1% dos hóspedes e 0,0% das dormidas.

Sal concentro 62,1% dos hóspedes 

Seguindo a tendência habitual, muito por conta do número de resorts all inclusive que lá existem, a ilha do Sal continua a ter o maior acolhimento turístico do país, com 62,1% do total das entradas, seguida da ilha da Boa Vista, com 18,1%, Santiago, com 7,3%, São Vicente, com 6,5%, e Santo Antão, com 4,5%. As restantes ilhas tiveram um peso de 1,5% das entradas.

Em relação às dormidas, os dados do INE mostram a mesma tendência com a ilha do Sal a liderar com 59,5%, seguida da Boa Vista, com 29,5%, Santiago, com 3,9%, São Vicente, com 3,8%, e Santo Antão, com 2,3%. O peso das restantes ilhas, na equação das dormidas nem chega a 1%. 

Em termos de análise por residência habitual dos hóspedes, os não residentes em Cabo Verde originaram 96,4% das entradas e 98,0% das dormidas. Por outro lado, os residentes em Cabo Verde originaram 3,6% das entradas e 2,0% das dormidas.

Reino Unido e Portugal lideram mercado emissor 

No que diz respeito ao mercado emissor, o Reino Unido, com 70 774 hóspedes (26,5% do total de hóspedes estrangeiros) e 364 702 dormidas (28,8% do total de dormidas de

estrangeiros), continua a liderar. Seguem-se, de acordo com o INE, “em termos de importância relativa”, Portugal, com 18,5% de hóspedes e 20,5% das dormidas, respectivamente, Alemanha, com 8,6% e 11,0% e França, com 10,2% e 8,5%. Estes compõem o top três do mercado emissor. 

Depois, Bélgica+Holanda, com 5,9% e 5,7%, Itália, com 3,7% e 4,4%, Polónia, com 3,3% e 4,2%, Espanha, com 5,9% e 3,6%, República Checa, com 2,7% e 3,1%, e Suécia, com 1,8% e 1,3%, de hóspedes e dormidas, respectivamente, compõem o quadro do mercado emissor. 

De referir ainda que, no segundo trimestre de 2026, a estadia média nos estabelecimentos hoteleiros foi de 4,5 noites, diminuindo 0,4 noites comparativamente ao igual período do ano passado em que foi de 4,9 noites. 

Por fim, os dados do INE mostram que, durante o segundo trimestre de 2026, a taxa média de ocupação-cama nos estabelecimentos hoteleiros situou-se em 52%, registando uma diminuição de 8 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, quando se fixou em 60%.

Gisela Coelho

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