A ilha do Fogo enfrenta, há vários dias , cortes prolongados no fornecimento de energia eléctrica, com interrupções que, em alguns casos, chegam a variar entre 17 e 24 horas consecutivas.
A situação, conforme reporta a Inforpress, está a provocar constrangimentos à população e a afetar o abastecimento de água para o consumo humano e para a agricultura.
Os três municípios da ilha, segundo a mesma fonte, são abastecidos a partir da Central Eléctrica de São Filipe, onde a Empresa de Produção de Electricidade de Cabo Verde (EPEC) realiza trabalhos de manutenção no segundo grupo gerador.
EPEC argumenta com “procedimentos necessários”
Num comunicado emitido há cerca de cinco dias, a EPEC informou que a manutenção se encontrava na fase final e que, após a conclusão dos trabalhos, seriam necessários testes de funcionamento, ajustes e afinações dos parâmetros e sistemas do grupo gerador.
A empresa alertou, na ocasião, que durante o período de testes poderiam ocorrer “perturbações ou constrangimentos pontuais com cortes parciais no sistema elétrico da ilha”, decorrentes dos procedimentos necessários para a colocação e estabilização do grupo em serviço.
Indignação
Entretanto, a frequência e a duração dos cortes têm provocado manifestações de indignação entre moradores dos três municípios, sobretudo através das redes sociais e de outros meios, com pedidos de esclarecimentos à empresa sobre a situação do sistema elétrico.
A população questiona igualmente a ausência, desde o final da semana passada, de novas informações por parte da EPEC sobre a evolução da situação, eventuais alterações no programa de manutenção ou a ocorrência de outras avarias que possam estar a contribuir para a duração das interrupções.
Abastecimento de água afectada
Os cortes de energia estão também a repercutir-se no abastecimento de água, uma vez que o funcionamento de várias estações elevatórias e dos sistemas de bombagem depende do fornecimento de electricidade.
Em São Filipe e nos outros municípios, há bairros e localidades que se encontram sem água desde o dia 19, sem que, até ao momento, exista uma previsão clara para a normalização do abastecimento.
A situação mantém-se sem garantia quanto ao momento em que o fornecimento de energia elétrica será regularizado e o sistema poderá funcionar normalmente, o que condiciona também a retoma do abastecimento regular de água à população.
Até ao momento, a EPEC não divulgou novas informações sobre a evolução da situação e a previsão para a normalização do fornecimento de energia na ilha.
C/ Inforpress

