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Economia

Praia ganha BCN Business Center para dar resposta ao financiamento das PMES

Depois de Santa Maria, na ilha do Sal, e Mindelo, em São Vicente, é a vez, agora, da cidade da Praia ver nascer o BCN Business Center. O BCN Business Praia, diz a empresa, é fruto de um “posicionamento inovador junto ao mercado empresarial cabo-verdiano” e reflete uma nova “abordagem comercial” que tem vindo a ser implementada pelo BCN com a abertura dos outros dois centros Business no Sal e São Vicente, o ano passado.

Localizado na Achada de Santo António, em frente ao restaurante Campanas, o edifício do BCN Business Praia, que alberga também um centro de formação de recursos humanos da empresa, e toda a equipa comercial, foi inaugurado ao final da tarde de ontem na presença dos administradores e colaboradores do grupo Impar e BCN, além de várias actores da sociedade cabo-verdiana e empresários e do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

Destina-se exclusivamente à classe empresarial, com especial enfoque nas PMES, e, para além de permitir a realização de operações bancárias, tem à disposição dos clientes, e potenciais clientes, Gestores PMEs, o que possibilita a obtenção de um “atendimento personalizado” e o “acesso a um conjunto de soluções financeiras ajustadas às suas necessidades”.

Luís Vasconcelos, presidente da Comissão Executiva do BCN, destacou a importância deste Business Center ao disponibilizar ofertas estruturadas para as PMES.

“Trata-se de uma unidade de prestação de serviços vocacionada para o Business. O BCN como o próprio nome indica é Banco Cabo-verdiano de Negócios e temos efectivamente focado nos negócios e percebemos que era preciso acrescentar valor no serviço que prestávamos às empresas e o BCN Business é exatamente para responder a essa preocupação com enfoque muito importante naquilo que são as PMES, que são, no fundo, a maior parte do tecido empresarial cabo-verdiano”, realçou.

Luís Vasconcelos salienta ainda que o BCN tem crescido exponencialmente desde que foi adquirido pelo Grupo Impar.

“O BCN que nos compramos em Março de 2017, tinha 8 milhões em crédito concedido e fechamos 2019 com cerca de 16 milhões de créditos concedidos. Duplicamos”.

A empresa está focada em mudar o paradigma do financiamento às PMES no país tendo em conta a máxima de que os empresários têm de que é muito difícil aceder ao crédito, mas focados na gestão de riscos, como o sector bancário assim o exige, também.

“Nós enquanto instituição financeira, gerimos dinheiro de terceiros, para além de capitais próprios, que são cerca de 2,5 milhões de contos e gerimos volume de depósitos de terceiros, num total de 22 milhões próprios e de terceiros. Isso automaticamente traz-nos responsabilidades, pelo que o aumento do crédito não pode ser irresponsável e temos que encontrar soluções para mitigar aquilo que são os problemas do financiamento e achamos que temos encontrado as soluções certas para os desafios que nos têm sido colocados”.

Também Paulo Lima, PCA do BCN reforçou a importância do BCN Business na Praia que vai “permitir materializar a nossa estratégia comercial destinada à classe empresarial com especial enfoque nas PMES”.

O BCN Business, garante, foi criado para “facilitar” o acesso ao crédito ao sector empresarial nacional, um “problema identificado por todos, “Governo, empresas”, como um “dos maiores desafios da economia cabo-verdiana”.

Um desafio reconhecido vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que deu os parabéns à “grande equipa” que é o Grupo Ímpar em Cabo Verde, por mais esta iniciativa “inovadora” e que vai de encontro às necessidades do mercado.

Olavo Correia defendeu ainda que o sucesso de uma empresa é feito através dos seus colaboradores e da sua gestão.

“O que faz a diferença em relação a uma empresa é a sua gestão e os seus colaboradores. Uma empresa mal gerida destrói valor e uma empresa bem gerida cria valor para todos. Trabalhadores, clientes, fornecedores, sociedade e acionistas…Nós precisamos de empresas que criem valor e o Grupo Ímpar faz parte de uma instituição que vem criando valor há mais duas décadas em Cabo Verde”.

Actualmente o BCN conta já com 150 funcionários, depois de em 2017, quando foi adquirido pelo Grupo Ímpar, contar com uma estrutura de 100 recursos humanos.

 

 

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