Depois da entrada em vigor do Estado de Emergência desde as zero horas de ontem, os minimercados e supermercados da capital continuam com grande afluência de pessoas à porta, com pouco ou nenhum distanciamento.
Durante uma ronda deste jornal por alguns bairros da Cidade da Praia, o que se constata é que existe em quase todas as lojas, pessoas à porta a controlar o fluxo de clientes no interior dos estabelecimentos.
Entretanto, de quase nada vale esta medida, quando, do lado de fora, grupos de pessoas aguardam, juntos, a sua vez para efectuar as compras. Um comportamento que vai em contramão daquilo que vem sendo anunciado pelas autoridades, através das medidas de prevenção e contenção do coronavírus no país.
Não obstante, nota-se um policiamento quase constante nos bairros. Em alguns estabelecimentos de venda, a Polícia Nacional controla, principalmente, os veículos privados utilizados para realizar fretes e conhecidos na Cidade da Praia como Clãs.
Na esquadra da Polícia Nacional, na Fazenda, foi-nos explicado que há várias equipas no terreno a supervisionar, não só o transporte de passageiros, mas o próprio fluxo e comportamento das pessoas nas lojas e outros estabelecimentos.
Entretanto, o agente explica que a gestão das pessoas nas lojas é da responsabilidade dos donos.
“Estamos a trabalhar juntos dos condutores de veículos clandestinos de forma a sensibilizá-los do risco que estão a correr e para que fiquem em casa, sobretudo neste período de emergência”, explicou um agente de trânsito no terreno.
Em alguns dos bairros mais periféricos, como Ponta D´Água e Achada São Filipe, o movimento de pessoas nas ruas é quase nulo. Entretanto, onde existem os minimercados, salta aos olhos grandes concentrações de pessoas que tentam fazer as suas compras o mais cedo possível.
No mercado do Plateau, a movimentação está visivelmente mais fraca, mas, ainda com um fluxo considerável de clientes.
As vendedeiras acusam uma diminuição na venda. Estas estão a trabalhar em dias alternados para evitar grande concentração de trabalhadores no mercado, medida com a qual estão de acordo, já que, segundo dizem, a prevenção vem em primeiro lugar.
Junto ao cais de pesca da Praia, entretanto, vendedeiras ambulantes se abastecem normalmente e seguem a venda de peixe nas ruas.
De forma geral, a cidade já parece mais apaziguada, tanto a nível dos peões como dos meios de transporte.
Alguns condutores de Hiace continuam a trabalhar, nomeadamente do Tarrafal e da Assomada, mas com um número muito reduzido de passageiros, já que, segundo dizem, a maioria das pessoas agora estão em casa por conta da interrupção no trabalho ou porque estão com medo de circular.
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