O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, manifestou-se, na manhã desta Sexta-feira, 17, “consternado e surpreendido” com a morte do cantor e compositor, Mário Marta, ontem, Quinta-feira, 16 de Abril, em Portugal, aos 53 anos, vítima de doença. Augusto Veiga, sublinhou que Mário Marta foi um “intérprete singular, dotado de uma presença em palco intensa e de uma voz carregada de emoção e identidade”. Por sua vez, a Sociedade Cabo-verdiana de Música considera que o falecimento do músico representa “uma grande perda para a cultura e para a música nacional.
Numa nota de pesar, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas destaca que ao longo de mais de duas décadas de carreira, Mário Marta afirmou como um “intérprete singular, dotado de uma presença em palco intensa e de uma voz carregada de emoção e identidade”.
“Mário Marta destacou-se como um apaixonado e exímio intérprete da música tradicional cabo-verdiana, levando os géneros musicais tradicionais a novos públicos, sem nunca perder a sua essência. A sua capacidade de interpretação e entrega artística fazia de cada atuação um momento único, marcado pela profundidade, autenticidade e ligação com o público”, diz a nota de pesar.
Trabalhos mais marcantes
O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas também recorda que, entre os trabalhos mais marcantes de Mário Marta estão os singles “Kriol” e “Aguenta”, bem como o EP Ser de Luz (2021), “uma obra que espelha a sua maturidade artística e o seu compromisso com a valorização da música de matriz cabo-verdiana”.
Mário Marta, acrescenta a nota de pesar, “será recordado como um artista de rara sensibilidade, cuja voz inconfundível continuará a ecoar na memória coletiva e no património musical dos países que tão bem representou”.
“Grande perda para a cultura e para a música”
A Sociedade Cabo-verdiana de Música considera que a morte de Mário Marta representa “uma grande perda para a cultura e para a música nacional. Será lembrado não só pela sua voz, mas também pela sua humildade, generosidade e contributo artístico”.
“Reconhecido pela sua sensibilidade artística e dedicação à música cabo-verdiana, Mário Marta construiu um percurso marcado pelo talento, autenticidade e uma forte ligação às mornas e coladeiras, conquistando o respeito e a admiração do público, tanto em Cabo Verde como na diáspora”, lê-se ainda na nota de pesar da Sociedade Cabo-verdiana de Música divulgada esta manhã desta Sexta-feira na página desta instituição no Facebook.
Recorde-se que Mário Marta, filho de mãe cabo-verdiana e de pai guineense, nasceu na Guiné-Bissau e cresceu na ilha de São Vicente, Cabo Verde.

