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Covid-19

Preço do petróleo desce para valores negativos pela primeira vez na história

O mercado petrolífero está a enfrentar uma situação inédita, nesta terça-feira (21)
com a quede vertiginosa do preço do barril para valores negativos.

Investidores e especuladores procuram desesperadamente desembaraçar-se de alguns barris,
com o mercado de tal maneira saturado que os locais para armazenar o
petróleo começam a faltar, perante uma procura inexistente.

O contrato futuro de Maio do barril de petróleo WTI (West Texas Intermediate),
referência nos Estados Unidos, colapsou nesta segunda-feira (20), antes do seu
vencimento nesta terça (21), que pela primeira vez na história fechou em terreno
negativo.

O barril no tipo WTI caiu 289,4% na Bolsa de Chicago, fixando-se a menos 37,63
dólares o barril. Isso significa, na prática, que os investidores estão pagando para
se livrar da obrigação de receber os barris ao fim do vencimento.

Já o barril de petróleo Brent de Junho, negociado na Bolsa de Londres e
referência internacional, caiu 8,9%, a 25,57 dólares, menor valor desde 1 de
Abril. O contrato do Brent e Maio venceu em 31 de março.

Esta queda no preço do barril de petróleo é explicada em grande parte por
fatores técnicos e acelerada pela expiração esta terça-feira do prazo para
celebração de contratos para entrega de petróleo em maio. Quem os tem precisa
de encontrar compradores físicos, o mais depressa possível.

Neste ano o petróleo sofreu uma forte desvalorização de cerca de 60%, com a
guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita e a desaceleração económica
devido a medidas de combate ao coronavírus.

Os países exportadores chegaram a um acordo para reduzir em 9,7 milhões de
barris por dia a produção a partir de Maio, mas o mercado já tem dúvidas se o
volume será suficiente para acomodar os preços no mercado.

Prevê-se uma redução da demanda à volta 30 milhões de barris por dia.

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