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Economia

Associação das Agências de Viagens preocupada com a garantia de voos inter-ilhas só até 16 de Maio

A Associação das Agências de Viagens de Cabo Verde demonstrou hoje a “enorme preocupação” devido ao facto de só haver voos inter-ilhas garantidos até 16 de Maio. A associação diz que as agências precisam de voos e de passageiros a circularem para, e pelas ilhas, “como de pão para a boca”.

Segundo uma nota da associação, enviada ao nosso online, esta “enorme preocupação”, dizem, surge “após vários diálogos com a companhia aérea responsável e o Governo”,  “face à notícia de que os voos inter-ilhas só estão garantidos até ao próximo dia 16 de maio”.

Esse organismo, alerta que “tratar-se-á de uma situação grave e que coloca em causa, não só, a estabilidade e capacidade de planeamento das agências de viagens e turismo nacionais, como o planeamento dos próprios operadores internacionais, sobretudo, no que tange aos passageiros emigrantes e turistas que queiram visitar diferentes pontos do país e que, por causa dessa indefinição na programação dos voos inter-ilhas, certamente, ver-se-ão na inevitabilidade de adiar as suas viagens a Cabo Verde”.

Isso tudo, argumentam, numa altura em que devido ao contexto e falta de turismo em Cabo Verde, precisam de voos e de passageiros a circularem para, e pelas ilhas, “como de pão para a boca, aliás, literalmente”. 

“Este é mais um episódio que vem acrescentar às desconfianças da longevidade e sustentabilidade do atual projeto de ligações inter-ilhas e que é mais um soco no estômago dos setores das viagens e turismo e ao projeto de consolidação do turismo interno no qual o próprio Governo, a AAVT e outros parceiros têm estado a trabalhar”, advertem insatisfeitos.
No referido comunicado, a associação adverte que “esgotadas as vias diretas com os principais atores neste processo, a AAVT lança este último apelo público, ao Executivo que aproveite o renovado voto de confiança dos cabo-verdianos para encontrar uma solução constante e definitiva, capaz de renovar as esperanças e as certezas de todos quanto dependem destes setores fulcrais para qualquer projeto de desenvolvimento global destas nossas amadas Ilhas”.

Histórico

Recorde-se que já em março, as agências de viagens e o país viram-se confrontados com a iminência de não haver voos em abril, sem que fossem, como afirma,  “claramente explicadas as razões por detrás de tal facto, com o governo na altura a intervir para evitar o que seria uma tragédia para estas ilhas arquipelágicas”.  Agora, dizem, “somos, mais uma vez, confrontados, com nova possibilidade de suspensão de voos inter-ilhas, a partir de 16 de maio.

“Perante isso, repetimos, as nossas empresas associadas, já por demais fustigadas com a pandemia do covid-19 e seus efeitos devastadores na saúde e na economia, estão agora a braços com a incapacidade de planeamento num futuro próximo e a corrermos todos sérios riscos de agravar ainda mais uma situação que coloca em causa a sobrevivência dos nossos negócios e o ganha pão de centenas de famílias, diretamente, e outros milhares de forma indireta, em se tratando de setores estratégicos e de grande transversalidade”.

Perante este cenário, a AAVT diz que manifesta a sua “disponibilidade e abertura” para sentar-se à mesa com os decisores nesta matéria e, juntos, encontrarem possíveis soluções que “ponham cobro a esta nuvem negra de incertezas, justamente, no momento em que mais necessitamos de planear e alargar a nossa visão do setor a longo prazo.

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