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Município São Vicente

UCID diz-se agastada e apela ao “bom senso” do presidente da Câmara Municipal de São Vicente

A União Cabo-verdiana Independente e Democrata está preocupada e agastada com a forma como o presidente, Augusto Neves, tem dirigido a câmara, nomeadamente no que toca ao desempenho dos vereadores. São declarações do vice-presidente da UCID, João Santos Luís, que apela ao “bom senso” do presidente e pede que as negociações sejam retomadas.

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, em Mindelo, a UCID retoma a polémica em torno das condições de trabalho dos vereadores da oposição (PAICV, UCID e MIMS) e diz que o bloqueio continua.

O problema continua a ser a falta de condições de trabalho dentro da Câmara Municipal, após cerca de cinco meses das eleições autárquicas.

“Todos os vereadores já podiam ter as condições físicas de trabalho, com competências devidamente delegadas e a contribuir com as suas capacidades técnicas de trabalho para os munícipes, o que até hoje não acontece”, explica João Santos Luís.

O vice-presidente da UCID recorda que, por pelo menos três vezes, os vereadores da oposição tentaram introduzir a discussão deste assunto em sessões ordinárias da CM e não conseguiram.

 “O presidente, numa atitude de posso, quero e mando, dá o fim às reuniões unilateralmente sem sequer aprovar a ordem do dia”, reforça.

Sem fazer nada, mas com vontade de trabalhar, acrescenta, os vereadores tomaram a iniciativa de fazer uma reunião de trabalho entre eles, para, entre outros assuntos, definirem um programa de trabalho e a melhor forma de darem a sua contribuição no desempenho da instituição.

Entretanto, continua, para o efeito pediram uma sala de reunião, que não lhes foi cedida. Numa segunda tentativa teriam tentado uma reunião com os chefes de serviço da CM, que também não foi possível.

“Perante estas atitudes, as conclusões que se pode tirar é que o presidente não tem interesse em fazer uma gestão séria da CM e que está a brincar com o povo de São Vicente”, considerou.

João Santos Luís considera que não é razoável derrubar uma câmara apenas cinco meses após as eleições e, por isso, apela ao “bom senso” do presidente, Augusto Neves, pedindo ainda que “faça um esforço” para regressar à mesa de negociação, “para o bem de todos”.

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