Os membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania são contra a intenção do governo de transferir as competências da instituição para a provedoria da justiça. A presidente da CNDHC encontrou-se com a ministra da justiça e expôs a posição dos comissários.
Zaida Freitas, presidente da CNDHC, é da opinião que Cabo Verde ainda não está preparado para perder uma das instituições de direitos humanos.
“Não concordo porque o país ainda não está preparado em termos da nossa democracia, da nossa capacidade de exercer a nossa cidadania, o nosso nível de realização dos direitos humanos precisa de instituições com as características da CNDHC para estarmos mais próximos, sobretudo dos grupos mais vulneráveis”, reage Zaida Freitas a RCV.
A presidente da CNDHC expos esse posicionamento a ministra da justiça, Joana Rosa, realçando que ainda é de “extrema importância” intensificar ações de direitos humanos. Zaida Freitas adverte que a decisão do governo de transferir as competências para a Provedoria da Justiça adequa-se a outros países com outros desenvolvimentos em matérias de direitos humanos.
Entretanto, diz que os comissários da instituição respeitam a decisão do governo e tudo farão para que a transferência corra sem sobressaltos.
“Estaremos todos disponíveis para que efetivamente, passando para a Provedoria da Justiça as competência da CNDHC, para que tenhamos efetivamente uma instituição nacional de direitos humanos conforme os princípios de Paris”, diz Zaida Freitas.
A transferência das competências da CNDHC para a Provedoria da Justiça está no programa do governo, mas a data da concretização não está definida.
c/RCV
PUB
2 Comentários
Você precisa estar logado para escrever um comentário Login
Faça o seu comentário
Faça o seu comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.


JOSE MARIO SILVA ANDRADE
21 de Julho, 2021 at 14:04
CLARO QUE ELA E CONTRA. MENOS UM TACHO. MENOS UM LUGAR PARA OS SEUS COMPINTCHAS
Manuel Miranda
21 de Julho, 2021 at 23:56
Fundir na Provedoria, é uma ideia sensata, porque não há recursos para sua manutenção, uma vez que já é público de que, piores dias virão e pelo menos a Provedoria está sempre bem e mais activa, para os mais vulneráveis.