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Sociedade

Dia do Pai: Laço Branco defende reforço da paternidade responsável 

Paulino Moniz, membro dirigente da Rede Laço Branco, considera que a paternidade em Cabo Verde tem vindo a melhorar, mas que é preciso o reforço da legislação para garantir o cumprimento da paternidade responsável.

De acordo com este responsável, a nível de Cabo Verde mais de 50% das crianças não vivem juntamente com o pai, um número grande de crianças não tem registo paternal e há um número grande de pais que moram juntamente dos filhos, mas cuja participação é negativa.

Para o dirigente da rede, as consequências de um pai ausente na vida de um filho são várias, acrescentando que esta constatação irá reflectir negativamente e serão adultos com marcas profundas, porque, como diz, durante o seu período de crescimento não tiveram o verdadeiro suporte e a presença masculina na sua vida.

“Queremos ajudar os homens a perceberem esta dimensão, o quanto é rico quando temos uma presença positiva. Queremos também, por outro lado, ajudar os homens a perceberem o que estamos a perder quando não participamos e o que ganhamos quando participamos activamente nos nossos filhos”, declarou.

Machismo 

Reconheceu, entretanto, que a sociedade machista tem contribuído para a fraca assunção da paternidade responsável, que, ao seu ver, não tem nada a ver com o nível de escolaridade, religiosidade ou condição financeira do homem.

Paulino Moniz considerou, neste sentido, que a paternidade é uma questão transversal à masculinidade, e que é preciso entender quais as razões que estão na base desta construção social e crenças limitantes que acabam dificultando a presença do homem na vida do filho.

Defendeu, nesta linha, a necessidade de se trabalhar para a mudança de mentalidade, consciencialização do sofrimento que um pai ausente pode causar na vida de um filho, tendo apontado que isso passa pela construção de actores reflexivos sobre as novas masculinidades, homens, ou seja, homens que questionam a sua postura, os seus privilégios que a sociedade machista lhes impõe.

Sublinhou, no entanto, que a responsabilidade paternal em Cabo Verde está a melhorar, mas que é preciso uma legislação que obrigue o homem a participar financeiramente mesmo que não tenha um emprego fixo ou não esteja a trabalhar.

C/ Inforpress

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