O jornalista Orlando Lima foi reconduzido no cargo de presidente do Observatório da Cidadania Activa de Cabo Verde, na assembleia-geral realizada no sábado, no Mindelo. Foi eleita uma lista “mais equilibrada” em género.
Conforme informações da Organização Não Governamental, a lista única teve o voto unânime dos presentes, que elegeram uma nova equipa directiva “mais equilibrada” do ponto de vista da igualdade de género.
São agora seis mulheres e sete homens nas funções directivas, assembleia-geral, direção e conselho fiscal.
“Destacamos a entrada de duas mulheres para a vice-presidência, as professoras universitárias e activistas Celeste Fortes e Lia Medina e também a entrada de jovens universitários e a constituição de comissões de trabalho, nomeadamente, comissão científica; comissão para igualdade de género, juventude, cidadania e direitos humanos”, sublinhou a mesma fonte, em nota enviada à imprensa.
JCF conselheiro
Outro destaque, informou, foi a entrada do antigo Presidente da República Jorge Carlos Fonseca, como conselheiro do Observatório.
“É uma grande honra podermos contar com os conhecimentos e os conselhos de tão ilustre figura, que foi o mais alto magistrado da Nação, e que aceitou o convite para nos aconselhar, orientar na condução dos destinos e da missão do observatório”, lê-se na nota.
Jorge Carlos Fonseca junta-se assim a uma equipa de conselheiros do Observatório da Cidadania Activa, da qual fazem parte Graça Castanho, da Universidade dos Açores (Portugal), e Maria Silva, activista cabo-verdiana que reside em Itália.
Durante a assembleia-geral foram apreciadas e aprovadas as actividades e contas de 2021, e foi analisado o percurso do Observatório durante estes três anos de existência e os desafios que tem pela frente, nomeadamente, “reforçar o seu trabalho no terreno enquanto ONG defensora e promotora da educação para a cidadania activa, os direitos humanos, a democracia, a inclusão, a justiça social e a promoção de boas práticas”.
Alargar a todo o país
Outro desafio, apontou a instituição, é o de alargar a actuação do Observatório a todo o País e estender a rede de pontos focais a nível nacional e internacional, para um “melhor monitoramento das questões relacionadas com a sociedade civil e dar a sua contribuição tendo em vista mais e melhor participação cívica face aos mais diversos desafios que os cidadãos e as cidadãs enfrentam no seu dia-a-dia”.
Ficou ainda a decisão de mudar a denominação para Observatório da Cidadania Activa e Direitos Humanos, com a finalidade de acompanhar, defender, promover e responder, enquanto organismo da sociedade civil, às questões relacionadas com os direitos humanos, mormente, com a já anunciada extinção da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC).
C/ Inforpress
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