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Sal

PJ vai abrir inquérito para apurar queixas de maus tratos dos pescadores detidos 

A Polícia Judiciária (PJ) vai abrir um inquérito interno para apurar as queixas de alegados maus tratos dos pescadores detidos naquela ilha, por causa da alegada venda de haxixe, na semana passada. 

Na sequência de algumas denúncias vindas a público, através dos órgãos de comunicação social e redes sociais, de que inspetores da PJ, afetos ao Departamento de Investigação Criminal do Sal, teriam agredido fisicamente e torturado “determinados suspeitos”, para “os obrigar a entregar a droga”, a PJ emitiu hoje ao fim da tarde um comunicado para prestar esclarecimentos. 

Face à “gravidade dos factos relatados e postos a circular”, a PJ diz que o Departamento do Sal, durante a operação “não constatou os fatos” relatados por alguns suspeitos. 

Todavia, dizem, “é do interesse da Polícia Judiciária conhecer a fundo estas denúncias para averiguar a sua autenticidade”, pelo que a Direção Nacional, “vai abrir um inquérito interno para apurar os factos”, esclarecem.

O caso

Recorde-se que a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal do Sal (DICS), realizou nos passados dias 8 e 10 de junho, uma operação no âmbito do combate ao Tráfico de Estupefacientes, nas localidades de Palmeira, Santa Maria e Hortelã de Cima.

A operação, segundo a PJ, culminou na detenção em flagrante delito, de 11 indivíduos do sexo masculino, com a idades compreendidas entre os 20 e 55 anos de idade, e na apreensão de 12,098 kg de HAXIXE e a quantia de cento e dez mil escudos (110.000$00).

Todos os indivíduos detidos foram entregues ao poder judicial, para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação das medidas de coação pessoal.

A PJ considera inclusive que estas duas operações foram um “êxito” para “a tranquilidade das pessoas e a paz social”.

Os indivíduos em causa, são um grupo de pescadores que terá apanhado alegadamente, nas redes da faina, pacotes de haxixe, tendo-os, depois, vendido. 

As queixas

Dois deles, ouvidos pela Inforpress, queixaram-se de ter sofrido agressões físicas por parte da PJ.

Acompanhados na altura pelo advogado de defesa, Hernani Lima, um deles disse que a PJ bateu-lhe na cabeça, tendo-lhe também machucado uma das pernas, enquanto o outro levou bofetadas, pauladas na planta dos pés, murros no joelho com uma estaca de ferro, conforme relatam, para obrigá-los a entregar o produto e o dinheiro resultado da venda da droga.

Agora a PJ decidiu então avançar com um inquérito interno para apurar os factos. 

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