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Guerra na Europa: Rússia responderá “simetricamente” à presença da NATO na Finlândia e Suécia 

Imagem: cnn

A Rússia dará uma resposta “simétrica” ao aumento da Presença Militar da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Finlândia e na Suécia, na sequência da Adesão dos dois Países Nórdicos à Aliança Atlântica.

 De acordo com o vice-Presidente do Conselho de Segurança Russo, Dmitri Medvedev, também ele ex-Presidente e ex-Primeiro-Ministro da Rússia – citado por jn.pt -, a Finlândia e a Suécia podem optar por “diferentes formas” de instalação da OTAN, podendo aceitar a Criação de Bases MIlitares nos respetivos Territórios, contendo Armas Ofensivas.

“A nossa resposta será simétrica a estes passos”, disse Medvedev à Imprensa, quinta-feira, 28, depois de uma Reunião dedicada à Segurança da Fronteira Noroeste e no contexto da possível entrada de Estocolmo e de Helsínquia na NATO.

Na Reunião, que decorreu na Região Russa da Carélia, no Noroeste da Rússia e na Fronteira com a Finlândia, estiveram também presentes o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Valery Gerasimov, o chefe dos Serviços de Segurança Russos (FSB), Alexander Bortnikov, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Grushko, e o chefe do Serviço de Espionagem Estrangeira (SVR), Sergey Naryshkin.

“A Decisão sobre a Entrada da Finlândia e da Suécia na NATO não reforça a Segurança da Região. Pelo contrário, torna a situação mais difícil, uma vez que se trata de garantir a Segurança de Todos”, defendeu Medvedev.

E vincou: “Em geral, isso deteriora, inquestionavelmente, a Segurança na Região do Báltico, que se torna essencialmente um Mar dominado pela NATO. A Reação da Rússia a esses Eventos será a que for necessária e suficiente. Tenho a certeza de que seremos capazes de proteger os Interesses do nosso País e garantir a Segurança dos nossos cidadãos com os meios necessários”, acrescentou.

Revisão da “Doutrina Paasikivi-Kekkonen”

Medvedev sublinhou que Moscovo irá rever a “Doutrina Paasikivi-Kekkonen”, do antigo Presidente finlandês, Juho Kusti Paasikivi (1946/56), e continuada pelo sucessor Urho Kekkonen (1956/81), datada de 1948, que tem como objetcivo a sobrevivência da Finlândia como um País Capitalista Independente, Soberano, Democrático e próximo da antiga União das Repúblicas Socialistas Sovièticas (URSS, extinta em 1991).

“As Relações com a Suécia, neutra também, irão ser revistas”, acrescentou.

Tanto a Finlândia como a Suécia, solicitaram a adesão à NATO, após o início da Ofensiva Militar Russa na Ucrânia, a 24 de Fevereiro deste ano, apesar de tradicionalmente se oporem à Adesão à Aliança Atlântica.

Ainda quinta-feira, Medvedev visitou o Posto Fronteiriço de Vyartsilya, junto à Fronteira com a Finlândia, onde inquiriu sobre o Fluxo de Transporte de Carga entre os dois Países, reduzido a um oitavo, devido às Sanções contra a Rússia.

“Mais tarde ou mais cedo, o Fornecimento de Mercadorias será retomado. Ninguém cancelou o dinheiro”, afirmou Medvedev, expressando a convicção de que a quebra no Comércio é um “Fenómeno Temporário”.

A Suécia e a Finlândia, que garantem, provisoriamente, o Estatuto de Países-“Convidados”, apenas irão tornar-se “Membros de Pleno Direito” da NATO, após a Ratificação dos Protocolos de Acesso pelos Parlamentos dos 30 Países que, actualmente, integram a Aliança Atlântica.  

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