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Cultura

Morreu em Mindelo, o músico, gestor e diplomata Humbertona

Cabo Verde acaba de perder uma das suas maiores referências do violão. Morreu hoje em São Vicente, Humberto Bettencourt Santos, carinhosamente tratado por todos como “Humbertona”, músico, diplomata e gestor. O mesmo estava doente há vários anos. 

Cabo Verde e a sua cultura estão mais pobres. Morreu hoje em São Vicente, Humberto Bettencourt Santos, carinhosamente tratado por todos como “Humbertona”, músico, diplomata e gestor.

Figura querida e muito respeitada da sociedade cabo-verdiana, Humbertona estava doente há vários anos. E encontra-se em São Vicente nos últimos tempos, onde vinha repousando junto da família e amigos.

As notas de pesar já se fazem sentir de vários quadrantes da sociedade, enaltecendo o homem, enquanto artista e ser humano que era.

A presidência da República, inclusive, já manifestou nesta quinta-feira,10, o seu pesar pelo falecimento de Humbertona.

Na sua nota de pesar, o Chefe do Estado lembra Humbertona como “uma figura multifacetada, pessoa de fino trato, Combatente da Liberdade da Pátria, que, muito cedo e enquanto membro do coletivo de estudantes universitários na Bélgica, aderiu às causas da liberdade e da independência de Cabo Verde”.

Segundo a mesma fonte, o malogrado desempenhou “um papel de destaque na mobilização de outros compatriotas, Diplomata e músico exímio, em cuja memória me inclino com respeito”.

“Os solos de violão de Humbertona fazem parte do nosso património musical e constituem um marco na discografia de Cabo Verde. Ainda durante a luta de libertação, a edição do disco ‘Sodadi’, e as suas músicas de protesto tiveram uma grande importância no período de luta pela independência nacional, tendo em conta a sua ampla divulgação no seio da comunidade emigrada e também em Cabo Verde”, refere a mesma nota que escorre sobre a vida e obra deste músico diplomata e gestor.

Uma das maiores referências do violão – Governo

Também o Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas já emitiu a sua nota de pesar pelo passamento físico, hoje, de Humbertona.

“Cabo Verde e a cultura estão de luto. Humbertona, para além de diplomata reconhecido e gestor, também foi uma das maiores referências do violão cabo-verdiano”, refere a nota

O MCIC lembra Humbertona como “um apaixonado pela música tradicional cabo-verdiana” que deu “rico contributo  à morna, Património Cultural Imaterial da Humanidade, com a sua maestria, virtuosidade e paixão”.

 

À família enlutada, tanto o Chefe do Estado como o Governo endereçam as suas mais sentidas condolências.

Pessoa generosa

Também nas redes sociais os cabo-verdianos estão a lamentar a morte deste que além de músico, foi Embaixador na Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suécia e Nações Unidas; Diretor Geral das Pescas e Presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Telecom.

Humbertona, realçam os internautas, foi “uma pessoa generosa, humanista, bem- humorada e espirituosa, e que será sempre lembrada pelas suas qualidades humanas e pelo enorme legado musical deixado, com vários discos editados e que são apreciados por gerações de cabo-verdianos”.

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