Cabo Verde é o quarto país africano com o custo de vida mais elevado no início de 2026, conforme avança o Numbeo, maior banco de dados de custo de vida do mundo e uma fonte global colaborativa de dados sobre qualidade de vida. O top 10 dos países africanos é liderado pelo arquipélago de Seychelles, seguido pela República Democrática do Congo, em segundo lugar, e pelo Senegal, na terceira posição.
O Índice de Custo de Vida do Numbeo compara as despesas diárias em cidades do mundo todo (excluindo aluguer), sendo que os dados mais recentes configuram uma lista dos dez países africanos os consumidores enfrentarão os custos de vida mais elevados em 2026.
No caso de Cabo Verde, o Numbeo argumenta que o índice de custo de vida (46,3) reflete os desafios financeiros das economias insulares e que os preços dos alimentos são particularmente altos devido à dependência das importações, embora o aluguer permaneça relativamente baixo.
“O turismo contribui para preços moderados em restaurantes, mas o menor poder aquisitivo faz com que os residentes sintam o impacto do aumento das despesas diárias de forma mais acentuada”, avança a mesma fonte.
Os 10 países africanos com o custo de vida mais elevado
Além de Cabo Verde no 4º lugar, a lista dos 10 países africanos com o custo de vida mais elevado no início de 2026 integra ainda a Costa do Marfim (5º), Angola (6º), Etiópia (7º), Camarões (8º), Maurícia (9º) e África do Sul (10º).
O Numbeo refere que custo de vida em toda a África varia significativamente, influenciado por fatores como a dependência de importações, força da moeda, urbanização e demanda do consumidor.
Nesse sentido, este que é tido como maior banco de dados de custo de vida do mundo, explica que, embora alguns países apresentem custos relativamente acessíveis, outros se destacam pelos altos custos do dia a dia, principalmente com alimentação, restaurantes, transporte e serviços públicos.




Manuel Miranda
4 de Janeiro, 2026 at 13:49
Ainda os políticos do poder cantam de galo que o País foi classificado de rendimento alto, enquanto o povo aperta o cinto para a sobrevivência.